Acordei no horário costumeiro na manhã seguinte ao programa com o cara do pênis gigante; eram oito e meia quando o rádio-relógio ativou, tocando uma baladinha romântica. Meu corpo não estava a fim de levantar, continuei esparramada na cama e, por alguns segundos, imaginei-me ainda criança, já que acabara de sonhar que minha mãe viera acordar-me. Era assim quase todas as manhãs: ela me chacoalhava nas vezes em que eu virava para o outro lado e continuava dormindo. Advertia-me sobre o horário da escola e me dava a maior bronca após notar que eu dormira pelada.
Até hoje, em dias mais quentes, adoro dormir sem roupa, não somente pelo conforto, mas também pela sensação gostosa. Desde bem novinha, logo depois que deitava para dormir, eu tirava minha roupa quando estava sob as cobertas e a escondia debaixo do travesseiro. Naquela época eu já sentia tesão e tinha sonhos gostosos quando dormia nua.
— KAMILAAA! — Toc, toc, toc.
Aff! Era a doida da Yasmin arrebentando a garganta e a minha porta.
Enrolei-me no lençol e fui atendê-la.
— O prédio está pegando fogo? — brinquei com ela. A garota era muito agitada, esgueirou-se pelo pequeno vão da porta que eu mantinha entreaberta e, falando sem parar, disse que tínhamos marcado de irmos às compras antes da academia e que já estávamos atrasadas e coisa e tal. Eu havia esquecido completamente dessa parte das compras, estava "só o pó" e queria descansar um pouco mais. Caminhei até meu quarto, implorando para que ela deixasse as compras para a manhã seguinte (ela me seguiu sem parar de falar) e desabei novamente na cama. Choraminguei, reclamando do meu corpo dolorido. Das pontas dos pés até o pescoço foi minha resposta quando ela quis saber onde doía. A seguir, a doidinha saiu correndo e já estava no hall quando gritou:
— Pera aí, que eu já volto!
Um minuto depois, ela retornou com um vidrinho de óleo de camomila nas mãos, dizendo que faria uma massagem terapêutica em mim que me deixaria novinha e sem dores. Não achei uma má ideia, concordei com a massagem, deitei-me de bruços; pelo menos poderia ficar deitada mais um pouco.
Ela enrolou seus cabelos lisos, longos e negros em forma de coque e os prendeu com uma piranha no alto da cabeça, deslizou o lençol até minha bunda e disse para que eu relaxasse. Suas mãos macias de pele leitosa começaram a terapia em meus ombros, dando apertos leves que, a princípio, doeram um pouquinho, mas a seguir a sessão ficou bem gostosa. Juntando o cheirinho proveniente do óleo com a minha cama macia e o silêncio — pois finalmente ela havia se calado —, eu teria adormecido, não fosse o arrepio gostoso que senti quando suas mãos deslizaram por minha coluna, chegando até minha região lombar. Momentos depois, ela jogou o lençol para o lado e deslizou suas mãos, massageando meu bumbum, quadris e coxas. Não segurei um gemidinho quando apertou a parte interna das minhas coxas, tocando de leve em minha xoxota.
— Está doendo?
Quis responder que o gemido era de tesão e o meu corpo estava inteirinho à sua disposição; no entanto, controlei a libido e apenas disse para continuar, que estava gostoso. Eu ainda não sabia ao certo o que existia por detrás daquele jeitinho infantil e de moleca da Yasmin; a gente não conversava sobre garotos ou sexo, pois ela desconversava quando percebia que o assunto estava se encaminhando nessa direção. Eu não forçava a barra, gostava da companhia da minha coleguinha e de conversar banalidades.
Alguns minutos depois, a massagem relaxante terminou ao chegar aos meus pés; parabenizei a garota que levava jeito pra coisa. Minhas dores sumiram e a sensação de corpo renovado era gratificante.
Após uma ducha morna, um iogurte desnatado e uma fruta, nós saímos para as comprinhas. Na sequência, fomos para a academia malhar e, no meu caso, também para observar futuros fregueses.
Naquela noite, eu tive um encontro com um cliente que marcava pela quinta vez em dois meses. Era um dos meus clientes preferenciais e começava a se tornar um fixo. Ele pagou pela noite toda. Inicialmente, eu o acompanharia a uma reunião de amigos em uma mansão de pessoas do seu círculo de amizades; depois terminaríamos a noite em um motel.
Durante a festinha íntima, a dona da casa e seu marido me assediaram alternadamente; parecia um tipo de disputa ou aposta para ver quem me levaria para a cama. Eu não entendi o que motivou todo aquele assédio, mas toda mulher gosta de se sentir desejada; diante disso, meu ego foi a milhão.
Mulheres têm táticas sutis de atrair sua presa… A dona sofreu um contratempo com uma taça de vinho que derramou "acidentalmente" sobre seu vestido. Pediu minha ajuda para se recompor e escolher outra roupa.
Minutos depois, em seu quarto, ela já havia tirado seu vestido exclusivo de milhares de reais e agora sim me pareceu magnífica, apenas com o sutiã tomara que caia e a calcinha finíssima, assim como suas meias 7/8 presas por cinta liga. Meu vestido, que custou mais de oitocentos reais, deve ter custado menos que o conjunto de lingerie que embelezava a lady. Ninguém diria que aquela felina tinha mais de 40 anos, tanto que, a princípio, julguei que aquele corpinho jovem, de pele sedosa, curvas naturais e perfeitas não tivesse mais que 25.
Ela foi objetiva, dizendo que queria transar comigo naquele quarto e naquele instante. Apesar de irresponsável e maluca, eu era profissional e teria que recusar a proposta; estava a trabalho e poderia perder um cliente muito importante. Ela me ofereceu 3 mil reais… Aff! Sei que teria que fazer vários programas para ganhar este valor, porém, expliquei que meu prejuízo seria enorme se o homem não me procurasse mais; ele é especial e frequente.
Ok, ela disse, e destrancou uma gaveta em uma mesinha, abriu e a mesma estava cheia de grana, inclusive dólares.
Falou para eu pegar quanto eu achava que compensaria receber para ficar com ela naquela noite e dispensar meu cliente. Havia apenas um detalhe, ou um limite: eu não poderia ser gananciosa demais e pegar além do que ela estava disposta a pagar, ou voltaria para o meu coroa sem a grana e esqueceríamos tudo o que foi dito naquele quarto.
"Caralho! Que decisão difícil." Pensei rapidamente. Corria o risco de perder um preferencial e quase fixo; todavia, aquela era a chance de estabilizar minha situação financeira pelos próximos meses.
Olhei para ela como se pedisse sua permissão e caminhei até a gaveta ao ser incentivada por um aceno de sua cabeça.
Peguei 22 mil. Em meu raciocínio, 20 seria um valor apropriado para tudo que envolvia aquela situação. Quanto aos 2 a mais, parte seria para o reembolso que a agência faria ao cliente e o restante era um extra para agradar meu chefe, pois sabia que meu filme iria queimar legal. A grana me manteria até que estivesse rolando minha produção independente. Mesmo temerosa de que tivesse pegado mais do que deveria, estendi meus braços em sua direção.
— Sou toda sua esta noite por este valor — falei, demonstrando segurança.
Ela estranhou o valor quebrado e questionou.
— E por que 22? — respondi que era o meu número da sorte.
— Hoje realmente é o seu dia de sorte. Jogou alto, mas eu pago. Pode colocar em sua bolsa.
Ah! Fiquei aliviada e radiante ao ouvir isso; contudo, ela aproveitaria cada minuto pago a preço de ouro. E, já que a noite estava paga, aproveitou para tirar meu vestido, sutiã e conduzir-me até a cama. Deitou-se sobre mim já com seus seios nus e beijou-me a boca de uma maneira que misturava ansiedade e gula, ao mesmo tempo em que seu abraço puxava meu corpo, fazendo nossas pernas se encaixarem e nossas bocetas roçarem por cima das calcinhas. Meus seios foram devorados logo a seguir, e a dona fez meu calor subir e um desejo enorme de sentir sua boca em meu sexo.
Putz! Ela cortou o barato, falando que aquilo era somente o aperitivo; guardaríamos nossos desejos para o prato principal, que viria somente após os convidados irem embora.
Assim que nos recompomos e voltamos para a festa, ouvi um monte do meu cliente ao comunicar-lhe sobre a mudança de planos. Caraca! Ele disse que faria a minha caveira na agência.
Uma hora depois eu não pensava mais no coroa, imaginava-me abrindo minha agência paralela enquanto caminhava abraçada à mulher e adentramos o quarto onde teríamos nossos momentos íntimos.
Fui apresentada aos seus brinquedinhos eróticos que agitaram nossa noite e fui sua cadelinha por horas intermináveis.
Na manhã seguinte, durante a despedida, ela revelou que tudo o que houve entre nós não passou de uma vingança, pois meu cliente a dispensou naquela noite para ficar comigo. Isto até me tocou, mas não me arrependi de trocá-lo pelos 22 mil e nem das marcas que ficaram em meu corpo. Precisaria de outra massagem terapêutica da Yasmin.
Uma coisa que não entendi: por que o dono da casa também me assediou, grandão? Será que ele era gay e também foi rejeitado por meu ex-cliente?
Eu nunca ficaria sabendo.
Continua…
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