quinta-feira, 14 de junho de 2018

5 - Jogos Sexuais

"Mais um dia, mais um dólar", como diria meu avô. Ao final de mais um dia de trabalho como promotora em um evento, eu me recomporia e partiria para o programa noturno agendado; essa sempre foi a parte mais divertida daquele emprego. No entanto, eu nem imaginava que teria uma noite repleta de surpresas, algumas delas ruins demais e que mudariam minha vida a partir daquele momento, especialmente em relação ao meu convívio familiar.

Pouco depois, estava no carro de um diretor comercial de uma indústria renomada; ele era um dos meus clientes preferenciais que marcava todas as semanas, só falhou em uma porque estava fora do país. Fiquei surpresa quando ele disse que naquele dia eu iria conhecer sua casa; também fiquei apreensiva, uma vez que morávamos na mesma área de uma cidade diminuta, o que aumentava a possibilidade de sermos vistos por alguém que conhecíamos. Achei a escolha dele um tanto imprudente, mas ele me garantiu que estaríamos seguros atrás dos vidros filmados do carro e que iríamos direto para a garagem da casa.
De maneira alguma contrariaria um dos meus melhores clientes; falei que estava adorando a surpresa e que a considerava como um aditivo, tornando nosso encontro mais perigoso, digo, divertido.
Era noite de sexta-feira e sua mulher, durante o dia, viajou com o filho do casal e os pais dela para a casa de familiares, onde haveria um casamento no final de semana. Meu cliente mentiu para sua mulher, dizendo que tinha um jantar relacionado ao seu trabalho naquela noite e iria encontrá-la somente no sábado.

Assim que chegamos ao aconchego do seu lar, ele nos preparou drinques e, a seguir, apresentou-me às principais dependências da casa. Por último conheci o quarto do casal, onde teria uma surpresinha pra mim; tirou duas algemas de sua maleta e não eram aquelas bonitinhas, coloridas e revestidas de pelúcia, eram de ferro, tipo as da polícia.
Olhei para o par de algemas em suas mãos, depois para a cama com a cabeceira e pés feitos de ferro tubular… Observei cada detalhe e refleti: "Nem pensar que vou deixar este safado me algemar nesta cama". Continuei me questionando em pensamento e em tom de brincadeira: "Será que o homem tem alguma anomalia sexual perigosa que só se manifestou hoje?"
Não estava preocupada, apenas surpresa, já que ele nunca demonstrou se ligar neste tipo de fetiche, tampouco em perversão. Comecei a achar que a brincadeira poderia ser divertida; faria o joguinho se pintasse uma grana extra, afinal, aquilo era um negócio.

No entanto, nem precisei negociar o extra; ele se antecipou, dizendo que, além da grana a mais pela brincadeira, também pagaria para eu passar a noite com ele.
Banquei a honesta quando ele quis saber quantos encontros eu teria naquela noite; não quis extorquir seu dinheiro e respondi que, excepcionalmente, havia marcado somente com ele. O coroa foi generoso em outros encontros e também foi desta vez; deu-me o equivalente ao que eu ganharia em cinco programas.

Diferente do que pensei, o fetiche dele era ser algemado e não me algemar… pelo menos, não por enquanto, eu supus. A brincadeira era eu o usar como um objeto sexual enquanto o mantinha preso.
O homem ficou peladão e o algemei na cabeceira da cama com uma algema em cada pulso.
A seleção musical que ele havia escolhido era adequada ao que eu pretendia fazer no momento, então coloquei todo meu talento em prática dançando sensualmente durante meu strip-tease.

Recebi inúmeros elogios do meu observador a cada peça de roupa que ia ao chão. O coroa deu um urro de lobo quando soltei o sutiã, massageei meus seios com ele, depois o deixei cair e continuei a massagem com as mãos, oferecendo-lhe meus seios nus.
Faltava a última peça, minha calcinha. Segurei-a pelo cós, colocando meus dedos por dentro e, cheia de erotismo, serpenteei meu corpo, descendo minha lingerie suavemente até ficar peladinha.
O ponto alto da minha exibição foi me masturbar pra ele; entre gemidinhos, eu tocava meu sexo e rebolava em minha dança maliciosa.

Após o showzinho, vesti sua camisa em meu corpo nu e também sua gravata. Incorporei a delegada e ele estava preso por atentado ao pudor. A pena era de trabalhos sexuais voluntários, hahaha.
Fui por cima dele e sentei com a vagina em seu rosto. Nos encontros anteriores, ele presenteou-me com orais deliciosos, fazendo-me gozar alucinada em sua boca; era tipo campeão na função. Lambeu minha boceta de baixo para cima com a língua chapada, firme e cheia de pressão. Gente! Fiquei possuída de tesão com suas sugadas e apertos de lábios em meu sexo, e assim que sua língua rígida me penetrava e voltava lambendo meu clitóris… Ahh! O danado me fazia flutuar de prazer.
Aquilo era magia, mas ainda não havia tido o suficiente; queria sentir algo maior e rígido, penetrando fundo em mim.

Peguei um preservativo, mas antes brinquei com seu pênis dentro da minha boca, sugando-o carinhosamente e deixando-o molhado de saliva para depois deslizar minha mão, punhetando-o. A expressão de prazer do homem era impagável.

Eu não aguentava mais de tesão; era o momento de unir nossos sexos. Continuei com o joguinho sexual apenas o tempo necessário para colocar um preservativo em minha boca, revestir seu membro com ele, sentar em seu nervo exposto e senti-lo deslizando em minha boceta adentro. Ahh! Arrepios de prazer percorreram meu corpo e o tesão foi a mil enquanto bancava a cowgirl cavalgando entre gritos e gemidos.

Após findarmos a primeira etapa daquela sessão sexual, a noite ainda era uma criança. Cheia de ideias, começaria outro joguinho, o da pedra de gelo. Droga! Minha bebida estava no fim e o copo dele vazio, ambos com o gelo derretido. Olhando de modo travesso para o meu parceiro, tomei um golinho e remexi o fundo do copo, dando voltinhas com dois dedos. Fui em direção ao seu umbigo, tirei os dedos do copo e deixei pingar sobre ele. Em seguida, o fiz chupar meus dedos e, como brinde por estar se comportando, coloquei meu copo em sua boca e o deixei beber o último gole.
— Fica aí prisioneiro! — vou buscar mais bebida e gelo pra judiar de você.
Ele sorriu e pediu para eu trazer a garrafa e o baldinho que estavam no bar.

Desci as escadas e nem cheguei ao barzinho da sala; devido a quase desmaiar ao ser agarrada e ter minha boca tampada por alguém. Outro cara vestindo um capuz surgiu do nada. Apontando uma arma, ele rosnou baixinho:
— Fica na moral, novinha, ou "vô sentar o dedo"!

Os momentos de terror estavam apenas começando.

Continua…

Última revisão em 26/05/2026.

Nenhum comentário:

Postar um comentário