Na quarta-feira, um dia após perder o segundo emprego nos EUA, fui ao encontro agendado com meu cliente e futuro chefe, Patrick Edwards. Aceitaria o emprego no cruzeiro, também o deixaria ciente do meu desligamento "amigável" do restaurante e diria que estava pronta para embarcar quando ele quisesse.
Impossível não pensar no Héctor nessas horas; ele não gostaria nadinha do meu novo trabalho. Fiquei preocupada, imaginando qual seria a reação do homem quando soubesse que eu não aceitaria a sua oferta para ser o meu Booker e, como agravante, eu me afastaria ainda mais dele com o perdido que daria navegando em águas internacionais. Será que os mafiosos (chefes do hondurenho) também extorquem os caras dos cruzeiros? Questionei-me, temerosa.
Cheguei ao requintado hotel e dirigi-me ao discreto bar, porém não menos sofisticado; ali deveriam acontecer inúmeros encontros furtivos. Aguardei a presença do Patrick sentada a uma mesa e saboreando um drink que me serviram. Enquanto esperava, fiquei pensando nos detalhes da mentira que contaria ao Carlos. Ele não poderia saber que eu continuava sendo garota de programa; diria que consegui um serviço alternativo, porém desta vez estava dentro da legalidade: trabalharia em um dos restaurantes a bordo de um cruzeiro familiar. Teria que pegar informações sobre um navio que partisse no mesmo dia em que o meu para tornar verossímil a minha mentira. Com certeza o homem da SWAT deveria ter informações sobre o esquema de prostituição que rolava na embarcação VIP, onde eu embarcaria de fato.
O americano (Patrick) estava atrasado, já estava a ponto de pedir outra bebida, pois a minha havia acabado. Minutos antes, havia notado dois homens que entraram e se dirigiram ao balcão. Talvez eu os tenha notado porque a aparência deles contrastava com os demais presentes. Após um deles conversar algo com o barman, foram-lhes servidas cervejas. Os dois caras ficaram de papo e parados no mesmo lugar. Nada demais até então; o problema é que, durante vinte minutos, eles olharam continuamente em minha direção, causando-me incômodo.
Eu fingia não notá-los, contudo eles vieram em minha direção e a abordagem foi direta. O de aparência hispânica ofereceu-me outra bebida e o de aparência latina pediu minha permissão para se sentarem. Pedi desculpas, mas queria ficar sozinha; estava esperando uma pessoa que chegaria em instantes. Eu nunca havia visto os caras, mas parecia que eles sabiam bastante a meu respeito, já que disseram:
— A gente também gosta de uma diversão bacana; que tal se nós fizéssemos uma festinha a três? Pagaremos bem pelo seu trabalho.
Estava na cara que era uma dupla de duros e estavam tramando alguma coisa, ou pior, poderiam ser policiais na caça de garotas de programa. Antes que eu dissesse algo comprometedor ou inapropriado, percebi o Patrick adentrando o salão. Falei para os caras que o meu amigo acabara de chegar. Eles olharam para o lado em que eu havia feito um movimento discreto com a cabeça e falaram em tom de ironia algo como:
— Quem sabe outro dia, né? — disse um.
— Boa noite de trabalho, bonita — disse o outro. E saíram fora para o lado oposto ao do gordinho.
O Patrick quis saber quem eram os dois sujeitos, falei que não sabia, eles só se engraçaram comigo porque eu estava sozinha.
Jantamos ali mesmo, naquele ambiente gostoso e com vista para a baía. Depois fomos para o quarto reservado. A primeira hora em que passamos na suíte foi somente de erotismo. Por sugestão do Patrick, primeiramente teríamos diversão e só mais tarde trataríamos dos negócios. Por mim estaria ótimo assim.
Atendi com prazer a um de seus primeiros pedidos: iniciei um strip-tease ao som de uma música sugestiva e envolvente. Eu amo exibir o meu corpo, despindo-o e chegando lentamente à nudez total. Sinto-me duplamente recompensada quando vislumbro sorrisos de satisfação e uma indisfarçável ereção do meu espectador. Depois de alguns passinhos de dança e vários gestos sutis em direção ao sorridente observador, deixei meu vestido deslizar leve e solto até cair aos meus pés. Ele aplaudiu meu conjunto de espartilho, cinta-liga e meias, tudo negro como ele havia sugerido no último encontro. Continuei serpenteando o meu corpo ao ritmo da fuck music. O meu parceiro veio dançar comigo, ganhei um abraço envolvente e um beijo recheado de tesão. O americano percorreu as mãos pelo meu corpo, elogiando e acariciando o meu bumbum. Pressionou com força a minha bunda, esfregando meus quadris contra suas calças de grife; senti algo duro e roliço roçando o meu sexo umedecido, ainda coberto por minha calcinha.
Ele voltou a sentar e continuou assistindo à minha exibição. Tirei peça por peça das minhas lingeries. Sua colaboração foi na retirada das meias; coloquei uma e, posteriormente, a outra das minhas pernas sobre as dele, e o homem enrolou o tecido fino e delicado até passá-los pelos meus pés. A brincadeira estava ficando gostosa; ele beijou os meus pés e sugou os meus dedos.
Eu o ajudei a despir suas calças e permaneci de joelhos entre suas pernas enquanto ele estava sentado no sofá aconchegante. Enquanto engolia seguidamente o seu membro, ouvi muitos "Uau" e "Yes, baby". Quando o fogo ficou incontrolável para ambos, eu sentei sobre ele, fundindo nossos sexos, e curtimos incontáveis minutos de loucura, êxtase e gemidos.
Do sofá, passamos para a cama king size. Os meus gemidos se transformaram em uivos de loba ferida ao ter meu buraquinho judiado em um anal voraz.
Durante um relax na jacuzzi, nós conversamos sobre a parte comercial. Confirmei que meu passaporte estava em ordem e que meu visto ainda seria válido pelos próximos dois meses, no mínimo. É importante ressaltar que só é possível embarcar em um cruzeiro nos Estados Unidos se você estiver legal no país, pois terá que passar pela imigração nos portos e apresentar o passaporte, que deve estar dentro do prazo de validade.
Passamos para o acordo verbal sobre as obrigações que eu teria em meu novo emprego; não tinha novidade nenhuma, o serviço era similar ao realizado em terra.
Depois de ficar sabendo sobre os valores e de conhecer vários outros detalhes sobre o cruzeiro, fiquei entusiasmada, ansiosa e comecei a contar as horas que restavam para o meu primeiro embarque, que seria às 16h do sábado seguinte.
A princípio trabalharia 5 noites e 4 dias. Embarcaria na tarde do sábado em Fort Lauderdale rumo ao Caribe e 5 dias depois estaríamos de volta. O desembarque seria na quinta-feira de manhãzinha. Se tudo estivesse bem para ambas as partes, eu teria folga até a tarde do próximo sábado e embarcaria novamente no mesmo ou em outro navio para atender a um novo grupo de cavalheiros.
Ele falou sobre alguns detalhes do navio: tinha 5 andares (deques) e 2 elevadores. Dois restaurantes, salão de dança, hangar com dois helicópteros e várias outras coisas, tipo: quadras de esporte, sauna, spa, jacuzzis, sala de cinema e duas piscinas, sendo uma com água do mar e borda infinita, que dá a sensação de emendar com o oceano. Aquilo não parecia um trabalho, e, sim, férias e magia pura.
Ao final do programa, eu estava contratada e ainda ganhei uma caixinha ótima junto com o pagamento integral do programa, já que não precisava dividir com nenhum cafetão.
No dia seguinte (quinta-feira), eu e mais cinco novatas fomos a uma reunião com a gerente, que seria nossa chefe durante o cruzeiro. O Patrick só cuidava das coisas em terra, não embarcaria conosco.
Emma (a gerente) nos deu algumas orientações básicas sobre os procedimentos que iam do embarque ao desembarque e algumas regrinhas que deveríamos seguir. Também recomendou que fizéssemos umas comprinhas para completar o guarda-roupa, caso fosse necessário, posto que seríamos acompanhantes de homens um pouco mais exigentes.
— Então, meninas, vocês não ficarão somente de biquíni ou nuas. Não se esqueçam dos vestidos de noite, sapatos de saltos altíssimos, lingeries lindíssimas e provocantes, além dos acessórios para agradarem e serem desejadas por aqueles 80 homens durante os 5 dias do passeio — falou a mulher.
Incluso na listinha de compras havia itens como: corpetes, espartilhos, cintas-ligas, meias 7/8, kimonos, babydolls. Claro que as sugestões eram de marcas da moda íntima internacional que se destacavam das demais; afinal, era o nosso trabalho e o lema era manter-se sexy o tempo todo e sempre pronta para arrasar.
Fiz minhas compras naquela quinta-feira; na sexta, fiz minha mala. Eu faria o check-out no hotel no sábado antes de ir para o porto, mas deixaria uma mala no guarda-volumes, mediante uma taxa paga. No sábado de manhã, fui ao salão para o meu dia de princesa: depilação, massagens, unhas, cabelos, sobrancelhas.
Faltavam minutos para a tão esperada hora do embarque; torcia para dar tudo certo e sem imprevistos.
Continua…
Última revisão em: 14/04/2026.

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