Minha libido eclodiu naquele sábado, 11 de fevereiro de 2023, ao receber uma mensagem de áudio do meu pai pelo WhatsApp. Dizia mais ou menos assim:
— Estou chegando para nossos momentos de romance e intimidades.
Evidente que o safado não disse com essas palavras; seu vocabulário depravado excitou-me devido à quantidade de sacanagens proferidas.
Corri para o portão da mansão em que trabalho; passava um pouquinho do meio-dia quando ele chegou.
Antes, já havia trancado os cães no cercadinho e pegado o colchão inflável na área da piscina, além do meu estojinho com gel e preservativos, que mantenho escondido no casarão. Coloquei tudo na área da hidro. Também preparei uma refeição em uma embalagem descartável para ele levar e não ficar sem almoçar como da outra vez.
Assim que seu Paulo chegou, entregou-me um pacote.
— Que é isso, pai?
— Algo que vi na vitrine de uma loja e achei que era a sua cara. Abre!
Quando abri, vi que era uma calcinha e sutiã do tipo sensual. Apesar de exprimir meu contentamento por sua atenção e carinho, não segurei a crítica:
— Ah, pai! Você não pode ficar gastando seu dinheiro comigo.
— Eu só queria agradar minha menina, não fique zangada com o pai!
Seus problemas financeiros eram piores que os meus, mas aquilo deveria ser seu fetiche, então participei do jogo.
— É lindo! — Quer que eu vista agora?
— Aqui não, né, sua doidinha? — Lá dentro.
— Claro, né, pai? — respondi e rimos.
Já na área da hidro, desfilei para ele após voltar do lavabo, vestida com as duas peças de renda preta: calcinha fio dental e sutiã modelador, que deixou meus seios maiores. Recebi palmas ao dar uma voltinha.
— Você gosta de peitão? — falei, juntando ainda mais os meus seios com as mãos.
— Não desgosto, mas prefiro os de tamanho médio. Os seus são perfeitos, minha princesa.
Comecei a fazer um striptease enquanto tentava dançar sensualmente. Ouvi uhus e elogios.
Nossa conexão era perfeita; não sei por que demorei anos para ceder aos seus assédios.
Os instantes seguintes foram de beijos ardentes, abraços carregados de desejos carnais e brincadeiras marotas enquanto o despia para poder abocanhar seu pau apetitoso e saboreá-lo com satisfação.
A certa altura das preliminares, invertemos a posição; fiquei deitada de pernas abertas, curtindo a sua boca em meu sexo. Papai deu prioridade ao meu ânus. Deus! Que delícia sua língua brincando em meu buraquinho e fazendo meu desejo explodir.
O homem deixou-me de quatro e deu tapas na minha bunda. Dei meus gritinhos safados e fui chamada de sua putinha gostosa. Sabia que era chegada a hora de ele pôr na minha bunda… Oooh! Seu membro molhado de saliva invadiu o meu ânus. Não era o melhor lubrificante, mas não interromperia a transa por nada para pegar o gel, pois sentia-me confortável e a sensação de prazer só aumentava. A dor inicial, dessa vez, foi mais gostosa do que torturante. Caralho! Que tesão, que pinto delicioso.
Passei por momentos de gritos e choro ao ser golpeada por estocadas muito duras. Mas houve instantes de gemidinhos e ronronar, com sua pegada de intensidade controlada. Em suma, o tempo todo transcorrido foi de puro deleite. E a finalização foi um sonho. Sentir o pulsar do seu membro lá dentro, despejando seu gozo em minhas entranhas, é uma sensação impossível de descrever.
Durante a pausa após o primeiro ato, ficamos deitados de conchinha. Recebi suas carícias ouvindo sacanagens ao pé do ouvido.
Não demorou e partimos para o ato final. Iniciando com uma chupada em seu pau. Além de ser um reforço na ereção, também era um joguinho de sedução, pois eu coloquei a camisinha com a boca.
Ele atendeu ao meu pedido para fazermos "papai e mamãe" e não me pegou de quatro novamente. Minha escolha foi com a intenção de sentir seu peso sobre mim e poder beijar sua boca enquanto ele me fodia gostoso.
Escolhi certinho, e a recompensa veio. Vivi momentos de magia ao sentir seu pau entrando e saindo vigorosa e repetidamente da minha boceta, a ponto de me enlouquecer de prazer. Deixei fluir meu lado devasso, prendendo-o com braços e pernas, pedindo que socasse sem dó e me chamasse de sua putinha. A minha entrega total foi só de corpo, pois minha alma já estava perdida.
Chegando ao ápice da satisfação, mais uma vez meu orgasmo foi múltiplo. Caraca! Transar já é ótimo, mas transar com uma pessoa que está no topo da minha lista de parceiros preferidos, e ainda por cima, proibido para mim, é algo surreal.
Aquela atividade de alto impacto foi repleta de sensações divinas, uma foda de fazer esquecer o resto do mundo.
Estávamos de ladinho quando cessamos em definitivo os movimentos prazerosos de vai e vem. Ele reduziu a pressão ao tirar as mãos do meu bumbum e aninhou-me num abraço. Fiquei com o rosto coladinho ao seu peito e relaxamos, ainda unidos pelo sexo. Respirações ofegantes foram o único som que ouvi até adormecer satisfeita.
Despertei, não sei quantos minutos depois, com o som de sua voz:
— Já estou indo, sua dorminhoca!
Bocejei e continuei deitada. Ele já estava vestido.
— Não vai se vestir e guardar essas coisas, filha?
— Vou, já, já!
— Se liga nas horas, dona Leninha! — disse em tom de alerta.
— Fica tranquilo, pai! — falei, fechei os olhos e bocejei novamente.
— Então, tchau! Tô indo.
— Tchau! — respondi, mas lembrei-me de algo importante:
— Espera, pai! Cadê a camisinha usada?
— Tá aqui — mostrou um embrulho de papel higiênico que tirou do bolso da calça do seu uniforme —, também tô levando a embalagem.
— Deixa que eu queimo isso! — pedi.
— Deixa comigo, Leninha, fica tranquila, e vê se não dorme de novo, hein!
— Espera! Fiz um marmitex pra você — levantei a milhão e peguei na prateleira.
— Obrigado, filha, não precisava.
— Quer um guarda-chuva?
— Não, tá fraquinho, darei uma corridinha.
Não voltei a me deitar, comecei a arrumar tudo. E, quando acabasse, soltaria os cães do cercadinho.
A chuva engrossou logo após meu pai sair.
***
Segunda-feira, 13 de fevereiro.
Ao passar defronte à guarita naquela manhã, seu Nelson, chefe do meu pai, pediu minha atenção; queria mostrar-me algo.
Bateu um calafrio quando ele desenrolou um pedaço de papel higiênico contendo uma camisinha usada e a embalagem vermelha do preservativo.
— Achei ontem no bolso do seu pai, assim que ele voltou lá da casa da dona Augusta no meio do dia. Tô preocupado com o futuro que aguarda o pai de família. Ele depende do trabalho em nossa empresa de segurança.
Dispararam todos os alarmes; calculei de imediato onde aquela conversa chegaria.
— E o que o senhor pretende fazer?
— Por hora, nada, mas preciso da sua ajuda para que ninguém saiba disso.
— Vai, diz logo, seu Nelson, qual é seu preço?
— Ô, minha linda, também não é assim, né?
— Eu já entendi como é, só quero ajudar meu pai a continuar com seu emprego.
— Eu também, Leninha. — Então, você não quer ir lá em casa conversar enquanto tomamos uma cerveja?
— Hoje não posso, mas não precisa me apavorar; não vou deixar meu pai se ferrar — falei com muita raiva e vontade de matar o homem.
— Então voltamos a nos falar amanhã — disse o cara, um tanto contrariado — e não precisamos falar nada disso aqui pro seu pai (disse, mostrando os bagulhos no papel), e nem para sua patroa, entendeu?
— Entendi tudo, também não quero que saibam disso.
Fui embora sem saber o que faria da minha vida e xingando meu pai em pensamento: que merda, puta que pariu! Vacilão da porra!
Nas entrelinhas, o seu Nelson levantou a hipótese do assunto chegar à minha patroa. Mas a questão era que, mesmo o trabalho sendo muito importante para mim naquele momento, abriria mão dele só para não dar o gostinho de vitória ao bandido. O problema é que minha atitude refletiria de imediato no seu Paulo. Ademais, além dos nossos empregos, havia muito mais em jogo.
No dia seguinte, passei batido pela guarita.
— Estou atrasada — falei para o seu Nelson e dei a entender, com gestos de mão, que continuaríamos nossa conversa depois.
Uma hora mais tarde, na pracinha, chamei meu pai para sondá-lo.
Depois das amenidades ditas sobre nosso “romance” do dia anterior, perguntei, sem demonstrar muito interesse, se ele havia jogado o preservativo fora, com segurança.
— Então, filha, assim que passei o portão, a chuva engrossou. Fiquei todo molhado, tanto que precisei tirar o uniforme e vestir minha roupa. Após o expediente, procurei o preservativo no bolso do uniforme e não encontrei. Revirei a salinha da guarita e todos os meus bolsos, não achei nada. Deve ter caído quando corri da chuva.
Ou então o oportunista do seu chefe pegou, né, idiota!? Pensei, zangada com ele, também comigo, por fazer de tudo para tentar protegê-lo. Papai só me fode.
— Caralho, pai, que vacilo, hein!
— Olha a boca, menina!
Por enquanto, é isso.
Agradeço a atenção de todos vocês!
Última revisão em: 17/04/2026.

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