Noite de segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023. Meu padrasto chegou do trabalho quando eu estava entre a sala e a cozinha, dando uma espiada na TV.
Não era novela, era Shaun, o carneiro. Amo!
Após certificar-se de estarmos a sós, seu Eleno falou, cochichando, para não chamar a atenção da minha mãe, que estava na área de serviço.
— Consegui um celular pra você, e não foi nada barato.
Ele tirou do bolso e exibiu o Motorola G22.
— Já posso ficar com ele? — falei.
— Ainda não, vamos negociar primeiro. Você sabe o que eu quero em troca, não sabe?
— A gente se fala depois, quando a dona Alba estiver dormindo — falei.
Retornei à cozinha para ajudar minha mãe a finalizar nosso jantar.
Mais tarde, em meu quarto, somei as contas a pagar; havia recebido meu salário naquele dia. Lamentei, frustrada, pois já sabia da impossibilidade de fazer uma loucura e comprar um celular parcelado a perder de vista. Seria a solução; assim não teria que me sujeitar aos caprichos do meu padrasto. Infelizmente, minha vida financeira era um buraco sem fundo.
Não havia outra saída; o remédio seria ir à luta, encarar o homem.
Próximo das 22h, ao me certificar de que minha mãe dormia profundamente, caprichei no meu visual e parti rumo à sala, pronta para negociar e vestida para arrasar. Sob meu corpo, apenas um baby doll curto, de renda branca, quase transparente, e uma calcinha semifio-dental.
Ri comigo mesma ao pensar que precisaria ser uma ótima atriz para fingir sonambulismo, caso minha mãe despertasse do seu sono de pedra justamente naquela noite. Seria muito azar.
E se eu encarnar agora o espírito artístico, será que consigo o celular só com meu joguinho de sedução e fazendo promessas futuras que não cumprirei? Pensei, fantasiando.
Acho que não vai funcionar; o cara não é otário, é esperto até demais. Respondi a mim mesma.
Minha relutância em transar com meu padrasto não era por ser íntegra ou militante do clube das puritanas. Na verdade, eu quero mais é que se foda a moral e o socialmente aceito. A razão principal era que o coroa não me despertava o menor desejo sexual, um homem sem atrativos, sem graça e pegajoso.
Do alto da escada, vi o predador saindo da cozinha com um copo de bebida. Parou e sorriu para mim, que fiz charminho deslizando suavemente degrau a degrau. Tentei ser insinuante e sensual ao máximo.
Quando parei defronte a ele e dei uma voltinha me exibindo, ouvi um “Uau!” e um “Deus do céu, que tesão!”, então deixei que o babão me conduzisse até o sofá e me colocasse sentada sob suas pernas. Sua confiança e pretensão expandiram em razão de eu chegar bancando a facinha.
Ofereceu-me o copo. Peguei de sua mão, a mesma mão que pousou de imediato em minha coxa. Dei um gole na bebida, permitindo que seu toque ousado em minha pele continuasse, enquanto ouvia seus elogios vulgares sobre meu corpo seminu, que estava exposto devido à transparência do tecido. O meu perfume noturno também gerou assunto, recebendo sua total aprovação.
Impassível, aceitei a progressão da sua mão afoita, que deslizou, penetrando o interior do meu baby doll, acariciando minha coxa e tocando minha virilha, parcialmente coberta pelo pedacinho de renda.
Precisei dar mais um gole para suportar aquilo.
Estremeci com um arrepio e quase larguei o copo ao sentir sua mão deslizando no vão das minhas coxas.
Um dedo (provavelmente seu “dedo mau”) deslizou sob minha fenda. Imaginei que fosse enfiar para dentro com calcinha e tudo.
Olhei mais uma vez para a escada de acesso aos quartos e tentei captar algum som vindo lá de cima. Qualquer ruído seria o alerta para a presença indesejada da mamãe.
Enquanto isso, o safado não agiu conforme o esperado, conteve seu ímpeto, tanto que nem invadiu o interior da lingerie para tocar diretamente a minha vagina. Acho que tentava controlar suas ações até certificar-se de que não seria rejeitado novamente. Já havia cortado o seu barato em todas as outras inúmeras vezes em que fui assediada pelo tarado. A diferença é que, dessa vez, eu teria algo a ganhar, então segui com o jogo.
Sua mão subiu ziguezagueando sem perder o contato com minha pele e apoderou-se dos meus seios, massageando-os. O contato deixou meu par de mamilos ainda mais pontiagudos.
Não consegui continuar indiferente a uma situação tão explícita; não resisto a circunstâncias que envolvem homens proibidos para mim. Mesmo a situação sendo apenas uma transação comercial.
Fui mais participativa e teatral, acariciando seu pau coberto pelo shorts.
— Nossa, que grandão. Você vai ter que ser paciente; ainda não estou preparada para aguentar tudo isso.
O bobo acreditou e sorriu orgulhoso, envolveu-me em seus braços e forçou um beijo que correspondi, mas foi a contragosto, pois ele é enjoativo.
O homem demonstrou firmeza e segurança, tentando apressar as coisas ao retirar meu babydoll, e então disse:
— Vem, lindinha, se ajeita aqui, deixa eu chupar você todinha.
Deitei de costas, com as pernas para fora do sofá. Ele tirou minha lingerie, deixando-me peladinha em plena sala, como se estivéssemos sozinhos em casa.
Aquilo era loucura e tinha chance de dar ruim. Minha mãe tem sono pesado, mas meu padrasto, mais uma vez, estava abusando da sorte, e dessa vez tinha minha cumplicidade.
— Que anjinho lindo — disse ele, olhando para minha faixa de pelinhos lisos e aparados, para depois deter seu olhar nos meus mamilos intumescidos.
Aguardei a iminência do seu bote, olhando passivamente para ele, que atacou de imediato, erguendo e arreganhando minhas pernas para cair de boca e sugar minha boceta. Sua língua penetrou-me seguidamente; tive um princípio de orgasmo precoce com a situação promíscua e de alto risco. Restou-me dar um foda-se e deixar fluir meu gozo que chegou em ondas… Caraca! Inundei a boca do homem com meu líquido.
O quarentão louco ficou nu da cintura para baixo e veio a milhão sobre mim.
Bora! — pensei — deixa a porra da casa cair. Havia entrado no clima e fiquei na fissura por uma transa, então o que vier é lucro, mesmo que seja ele.
Nos ajeitamos deitados sobre o sofá, e o corpo dele cobriu o meu em uma posição de papai e mamãe.
Logo após ser penetrada e levar três ou quatro bombadas, esbocei sugerir-lhe o uso da camisinha… Tarde demais, o apressado gozou, me encharcando com seu sêmen. Ele ainda continuou dando estocadas, causando em mim a ilusão de haver encontrado um homem com habilidades caninas, visto que os cães ejaculam uma quantidade mínima logo após a introdução, mas continuam cada vez mais firmes e empenhados na foda. Só minutos depois eles ejaculam uma quantidade maior de líquido e, enfim, relaxam.
Não foi o caso do meu padrasto; seu pênis amoleceu em instantes após a ejaculação, tornando inviável a continuidade das estocadas.
O prazer que havia sentido com sua língua nas preliminares gerou em mim uma falsa expectativa de ser agraciada com uma foda legal nos minutos seguintes. Foi mera ilusão; contudo, a frustração resultante já era esperada, posto que sempre o rejeitei por ser sem sal, um tipo desagradável.
Até considerei positivo terminar assim; queria concluir logo aquele negócio para que ele saísse de cima e de dentro de mim. Era muito sacrifício em troca de um celular que não era o melhor modelo da marca e ainda era usado.
Em resumo, com a mão na vagina, corri para o banheiro, tentando conter o esperma que escorria e evitar deixar rastros pela casa.
Durante a pausa breve, sentada no vaso sanitário:
Caralho! Ainda não tomei a porra da pílula — pensei, preocupada.
Devido à presença indesejada do meu padrasto no dia anterior, havia esquecido da “pílula do dia seguinte” em casa, após transar e sair com meu pai. Não esperava dormir na casa dele e ir direto para o trabalho naquela segunda.
“Tomarei o bagulho assim que terminar essa parada com o seu Eleno. Espero que não seja tarde demais.” Pensei.
Retornei dois minutos depois. Encarei seu Eleno e cobrei o pagamento acordado.
Mesmo contrariado, ele “presenteou-me” com o smartphone. Posto que cumpri minha parte, entregando meu corpo inteiramente para ele, que não soube aproveitar.
— O combinado não é caro, não foi esse o nosso acordo? — questionei, retrucando sua queixa de que foi rápido demais para um aparelho tão caro.
Se faltou química entre nós, a culpa não foi só minha, pensei. Saí em direção ao meu quarto, examinando o aparelho.
Demorei para achar um chip pré-pago de uma operadora que parei de usar; estava perdido no meio da minha bagunça.
Conectei o aparelho ao Wi-Fi e baixei os aplicativos que costumo usar. Adormeci quando já era bem tarde.
Após acordar de manhã para ir trabalhar…
— Puta que pariu, sua louca! Esqueceu de tomar a porra da pílula de novo — falei, recriminando a mim mesma.
Só então tomei o negócio… E depois rezei para funcionar direitinho.
Por enquanto, é isso.
Agradeço a atenção de todos vocês!
Última revisão em: 16/04/2026.

Nenhum comentário:
Postar um comentário