<< SEGUNDA-FEIRA, dia seguinte ao passeio na cachoeira. Era véspera de feriado na cidade; o expediente foi normal na loja dos meus pais, situada no centro de Mogi.
Lá em casa, a Giovana grudou em mim enquanto eu me arrumava para sair; a criança ainda estava de férias e queria sair comigo. Dispensei a caçula, que ficou emburrada, e saí sem dizer aonde ia.
Peguei um ônibus e fui para a casa do Lucas; ele estava sozinho. Eu sabia que o professor tinha um compromisso no instituto naquela manhã.
Precisava que o Lucas me ajudasse em um plano para eu poder pegar as imagens do notebook do mestre Vilânio. Mas para o garoto eu diria que era o notebook do meu pai. Em minha inocência, eu pensava que ele poderia me dar um pen drive que eu ligasse no aparelho do homem e tivesse acesso aos arquivos para poder copiar, assim como acontece nos filmes.
Esse bate-papo precisava ser olho no olho; não arriscaria deixar rastros digitais em conversas online.
Brincando de esconde-esconde.
Mais tarde, a reunião no quarto do Lucas não foi produtiva. Depois de tudo que ouvi, percebi que a parada seria bem mais complexa do que imaginei, também muito mais perigosa.
Não poderia infiltrar o hacker no ateliê e não poderia trazer o HD externo onde o mestre armazena os vídeos… Ou poderia?
Pensaria em um plano B muito louco quando chegasse em casa, pois meu interesse momentâneo passou a ser outro lance; o boy estava me olhando daquela maneira que transbordava desejos.
— Por que me olha assim? — O que está rolando nessa cabecinha?
— Eu estou muito a fim de você, Gisele, queria te beijar.
— Assim, de repente? Eu sou a namorada do seu tio, esqueceu?
— Você disse que era complicado e não sabia se estavam namorando.
— Tá bom! Um a zero para os meninos.
— Isso é um jogo? Me ensina a jogar!
— Faz do seu jeito e vamos aprender juntos.
Ele envolveu minha cabeça com suas mãos, os dedos carinhosos introduzidos em meus cabelos. Abri ligeiramente meus lábios para receber sua boca na minha.
O beijo despertou um desejo de ir muito além. A química entre nós parecia que daria uma liga perfeita.
Nossas roupas foram jogadas em todas as direções durante a troca de beijos e amassos. Os corpos nus dividiam o pequeno espaço da cama de solteiro. As preliminares orais multiplicaram o desejo da consumação. Minha vagina ensopadinha recebeu o membro lubrificado de saliva… Ahh! O prendi numa chave de pernas quando chegou ao fundo. Aquele corpo cheiroso e morno em contato com o meu desligou todos os canais de notícias ruins. O filme de amor começou com nossos corpos mexendo bem devagar, sua respiração suave sincronizada com a minha.
Começamos a ficar ofegantes conforme o ritmo aumentava. No momento em que suas estocadas ganharam vigor, meus gemidos de prazer ficaram incontidos.
O percurso rumo ao clímax foi ligeiramente interrompido por um detalhe: ele estava sem camisinha e senti que fazia o impossível para segurar a ejaculação.
— Não quer gozar, amor?
— Dentro?
— Sim.
— Posso, mesmo?
— Deve! — disse e colei meus lábios nos dele.
Ahh! Ao primeiro espasmo do seu membro e à leveza do seu corpo aliviado da preocupação de uma gravidez indesejada, fez meu gozo chegar como uma onda de prazer e tirar meu fôlego naquele momento do clímax. O gozo a dois superou as minhas melhores expectativas; que foda gostosa.
Instantes depois, enquanto esperava o boy respirar um pouquinho, ria comigo mesma, pensando como foi mágico e delicioso gozarmos juntos. Acabei exagerando no elogio e na promessa impossível de cumprir.
— Meu Deus! Como você é gostoso. Faz tudo isso de novo comigo, que serei sua para sempre.
Ele sorriu e me deu um beijo.
Pensando bem, o elogio não foi exagerado; o bonito é muito delicinha.
Fiquei alisando seu pau molhadinho com o sêmen e o meu líquido. Troquei a mão pela boca para acelerar a ereção. Mas, de repente, a voz do professor Rodrigo ecoou lá embaixo.
— Lucas? Está aí em cima?
— Caralho! Meu tio.
— Puta que pariu! Ele não pode me ver aqui — sussurrei, desesperada.
Ele vestiu sua bermuda sem a cueca e abriu a porta do armário.
— Entra aqui, rápido!
Tive o bom senso de juntar rapidão e no desespero, a minha roupa espalhada pelo chão e jogar sobre o lençol bagunçado que exibia as marcas úmidas da nossa transa. Fiz uma trouxa e corri com ela para cima do balcão, sobre as gavetas. Fiquei em meio às camisas e cabides. Lucas fechou a porta e gritou:
— Já estou indo, tio.
— Estou subindo aí — foi o grito do Rodrigo, se aproximando do quarto.
Fiquei suando frio ao imaginar a vergonha e o constrangimento que poderia passar, caso fosse flagrada ali, feita uma fugitiva. O professor falaria um monte, colocando-me abaixo do chão, isso no mínimo.
O homem chegou no quarto em dois palitos; deve ter corrido escada acima.
— Deixa eu dar uma olhada naquela apostila que te emprestei; preciso copiar umas páginas.
— E este bonezinho rosa, cabe nesse cabeção? — No meu não cabe — disse Rodrigo.
— É de alguma menina do passeio de ontem. Veio no meio das minhas coisas.
Caralho! Esqueci o boné na mesa do computador, pensei, aflita.
— Será que os óculos são da mesma menina esquecida? — Vê se não tem alguma calcinha perdida aí também, hahaha!
Que porra! Meus óculos de sol também ficaram na mesa. Tentei lembrar se peguei mesmo a calcinha, pois usei a danada no meu primeiro encontro com o professor; ele reconheceria, eu acho. Ainda bem que ele ainda não me viu com os óculos e o boné; terei que dar um perdido neles, se sair daqui com vida, claro.
— Achei a apostila. Pode levar, tio, não estou usando agora.
— Beleza, eu devolvo logo. E vê se arruma esse quarto; tá uma bagunça e com cheiro esquisito. Não sabe que sua mãe é enjoada?
— É verdade. Eu já ia dar uma geral.
Felizmente, o homem foi para a casa dele, nos fundos, pois eu estava começando a ficar com cãibras. Recompondo minha roupa, saí rapidinho da residência, antes que chegasse mais alguém.
Continua.
Última revisão em: 25/03/2026.

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