quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

A Síndica - Parte 2

O ex-padrasto
Anoitecia quando encontrei o André, meu ex-padrasto. O homem ficou mais contente do que eu. Passaram-se alguns anos desde nosso último encontro e última transa.

Ele me levou para jantar num bar próximo, pois falei que estava o dia todo sem comer. Mas, antes de contar sobre o meu sequestro e os motivos que me levaram à sua procura, primeiro quis saber das novidades de sua vida atual.

Conversa vai, conversa vem…
— Já faz três anos que me juntei com uma natalense.
— Nossa, tá durando esse casamento — falei, zoando. — Qual a idade dela?
— Trinta e oito, dez a menos que sua mãe.
— Você gosta de novinha, né, safado? — rimos.
— Tiveram filhos?
— De jeito nenhum, não levo jeito pra isso. — Mas ela tem uma filha — disse ele.
— De quantos anos?
— Fez dezoito pouco antes do Natal.
— Ah! Já tá grandinha, não é mais uma “aborrecente”, né?
— Verdade, ela tinha quinze na época da união, e realmente deu trabalho.
— Entendi. — Eu tinha pouquinho mais de quinze quando você se juntou com a mamãe. — Eu te dei muito trabalho, né?
— Ôô, você não era fácil, dona Kamila, as diversas palmadas que levou no bumbum foram merecidas — disse ele, e rimos demais.

Comentou sobre sua companheira e a enteada estarem passando parte das férias em Natal-RN, na casa dos pais dela. Ele não pode ir.
Também contei um pouquinho sobre o que andei fazendo e minha atual união estável. O assunto ficou mais sério quando expliquei o motivo da minha roupa fitness, então falei sobre o terror que foi meu dia.
O André sugeriu irmos à delegacia, argumentou que os policiais poderiam pegar o grupinho antes de eles sumirem.
— Não pretendo ficar de braços cruzados esperando a ação da polícia; posso estar morta antes da vadia e o trio de noias serem presos — disse isso e pedi para conversarmos mais tarde a respeito dessa parada. Perguntei se poderia dormir na casa dele naquela noite.
— Eu já ia te convidar, Mila, tô morrendo de saudades de você — falou, sussurrando.
— Eu também estou, seu safado!

Uma hora e pouco depois, de banho tomado e nua no seu leito conjugal, chupei o seu pau do jeitinho que ele sempre adorou, engolindo tudinho bem devagar e tirando com os lábios bem apertados.
Quando pediu para eu parar, pois não queria gozar ainda, fiquei de quatro na cama e o recebi por trás, coladinho em mim.
— Esse corpo sedutor de pele tão macia me enlouquece, Mila — sussurrou próximo à minha orelha.
Estava muito gostoso sentir suas mãos amassando meus seios, e o arrepio provocado pelo seu hálito morno em minha nuca foi a deixa para eu pegar no seu pau duro e quente, inserindo a glande dentro de mim. Suspirei profundamente quando ele empurrou de mansinho até o fundo… Ahh!
— Que saudade dessa boceta apertadinha, que delícia — disse ele. — Vai ser duro continuar sem capinha, meu anjinho!
— Já que está dentro, deixa, né, André? — disse, fazendo graça. — Por favor, só me fode bem gostoso como você fazia antes.
Delirei, gozando com suas bombadas e suas mãos segurando meus peitos, como se ele cavalgasse uma égua. Nossa sintonia havia evoluído; não era mais um brinquedo em suas mãos. Por eu estar mais madura, a troca foi proporcional.

Enquanto nós estávamos nos entregando um ao outro, mais intimamente do que jamais fizemos no passado, agradeci aos céus por continuar viva. A sensação era de estar mais linda, extremamente feminina, corpo ardente e super excitada. O homem me fez sentir cada carícia e cada prazer, como se fossem o máximo que os amantes podem e conseguem entregar durante uma cópula.
O gozo simultâneo veio tornar aquele instante especialíssimo. Continuamos nos movendo em sincronia, saboreando cada segundo daquela satisfação plena. Ao final, continuamos unidos, parados e praticamente anestesiados.

Durante a pausa, conversamos sobre assuntos passados:
— Eu devo ter feito mais amor com você do que com sua mãe — disse o sem-vergonha.
— Eu acredito, pois você me comia quase todos os dias, seu tarado — risadas.

De repente, falei especificamente a respeito de uma diarista que trabalhava em nossa casa e flagrou nossa transa proibida. E, mesmo após ela receber dinheiro do André para ficar calada, a fulana continuou me chantageando semanas depois. Mas, após eu ter contado para ele, poucos dias se passaram e a mulher sumiu de nossa casa, abandonando o emprego. Mamãe foi até sua residência e vizinhos disseram ter visto a diarista indo embora às pressas. Alegou que estava indo para a Bahia, de mala e cuia.
— Por que esse assunto agora, Mila, já que você nunca quis saber do desfecho dele?
— É que estou com um probleminha parecido, mas depois falaremos disso; ainda estou morrendo de saudades desse pau gostoso — falei, acariciando e engolindo novamente seu membro, até ficar durão.
Continuamos a transar e só paramos depois de satisfeitos.

Voltamos a conversar sério, inclusive sobre valores, e tudo ficou acertado. O André ainda tinha contato com seus amigos policiais e iria conversar com eles para darem uma força. Quem sabe, agindo com jeitinho e ligeira pressão, poderiam convencer a síndica a se mudar para bem longe de SP. Assim, teria um pouco de sossego e poderia seguir a minha vida em paz, pensei esperançosa.
Pouco depois, adormeci abraçadinha a ele.

Quando amanheceu o dia, eu pedi ao meu ex-padrasto se poderia ficar mais um dia em sua casa. Senti medo de ficar sozinha no apê do Alejandro. O piloto retornaria somente na tarde do dia seguinte.
Ele achou ótimo, falou:
— Vamos fazer uma festinha de réveillon só a dois.
— Poxa, nem tenho roupa de festa aqui comigo — falei, fazendo biquinho.
— Mas quem disse que a festa é com roupa? — disse o safado.

À noite, comemos, bebemos e voltamos a fazer amor com a mesma intensidade da noite anterior. Brincadeiras novas, tipo o beijo grego, foram incluídas no cardápio que já era repleto de sacanagens.
No dia seguinte, nos despedimos felizes pela satisfação mútua, mas era quase um adeus, pois combinamos de evitarmos ter contato por um longo período.

O reencontro com o meu padrasto-amante fortaleceu nossos laços de cumplicidade. Era uma década de segredos vividos em um passado em comum bastante delicado.

Voltei para o condomínio próximo do horário habitual em que o Alejandro costumava chegar.
Conversamos muito, mas não contei nadinha do sequestro e menti que estava no hospital acompanhando uma amiga. Depois acertamos que este mês eu passaria alguns dias a mais em Campinas — além dos dois costumeiros e normalmente necessários para resolver meus negócios. Ele sabia muito pouco do meu passado; contei apenas o suficiente para ele saber que só eu poderia resolver minhas paradas complicadas. O homem era compreensivo e disse que isso não iria atrapalhar em nada nossa relação. “Gente do céu! Vou acabar amando esse ‘deuso’, de tão fofo e compreensivo que ele é.” Pensei, sorrindo por dentro.

Dois dias depois, quando o Alejandro estava saindo de madrugada para ir trabalhar, eu fui com ele. O homem foi para o aeroporto; eu peguei o caminho da rodoviária.

Continua…

Última revisão em: 11/04/2026.

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