segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Memórias do Subsolo

Na opinião de alguns, sou uma garota doente; no entanto, poucos sabem que é devido à minha hipersexualidade. Outros dizem que sou má, mas não sou, eu juro; eu apenas propicio situações fora dos padrões sociais por diversão, porque só assim sinto prazer. Por fim, todos concordam que sou meio louca.

Gostaria de poder fazer algumas pessoas esquecerem minhas perversões, pois fui até jurada de morte ultimamente. O contratempo começou na tarde do sábado passado, quando a falta do que fazer me fez sair caminhando sem destino. Estava propensa a pegar um ônibus quando um carro chegou devagar ao meu lado e o motorista perguntou se eu queria uma carona. Ao reconhecer o homem, abri um sorriso, balancei a cabeça em aceitação e entrei no veículo.
Após os beijinhos de cumprimento, ele seguiu adiante.
— Uau, mocinha! Aonde vai tão gata assim?
— Pra falar a verdade, seu Milton, saí de casa sem rumo, pois o tédio estava me matando — respondi enquanto seu olhar malandro percorria do meu decote até minhas coxas expostas por conta do vestido curto e leve.
— Eu ia jogar tênis, Kamila, mas tenho uma ideia muito melhor. — Podemos ir para minha casa e pôr um pouco de emoção em nossas vidas.
Ao ver minha expressão de incompreensão, o homem disse que havia acabado de deixar a sua filha na natação, e a sua esposa saiu minutos antes para ir a um chá de bebê.
A observação arrepiou cada pelinho do meu corpo; essa noção de perigo me excita ao máximo.

O quase cinquentão é o pai de uma afilhada da minha mãe (Lena é o seu nome). Não temos muito contato, mas já frequentei a casa deles em ocasiões especiais e confesso que, em todas, gostei de ser cortejada pelo olhar de conquistador e sorriso malicioso do coroa. Pela primeira vez teríamos a oportunidade de ficarmos a sós.
Ao aceitar de imediato a carona, havia indiretamente aceitado sua sedução; isso ficou óbvio para ambos. Então ele foi objetivo com palavras e toques carinhosos em meu corpo, incitando a minha libido.

Foram apenas cinco quadras até o nosso destino. Adentramos a garagem subterrânea de sua casa. Ele parou e desligou o carro, mas sugeriu permanecermos no interior do veículo.
— Você acha que sua mulher está em casa? — falei, apontando para o carro estacionado poucos metros ao lado.
— Não, o chá de bebê é na rua de trás; ela foi a pé.
Recebi carícias em meu rosto e elogios mais ousados ao meu corpo. Quando aproximou seus lábios dos meus, correspondi ao beijo, entregando-me totalmente às suas carícias. Suas mãos roçando levemente meus seios sem sutiã deixaram meus bicos durinhos e evidentes, ainda sob o vestido. Ele desceu as alcinhas da minha roupa, expondo meus mamilos inchados de tesão.
Soltei um gemidinho de prazer quando ele massageou, sugou e me deliciou com seu trabalho de homem experiente.

Logo sua mão chegou ao meu sexo, tocando por cima da calcinha, mas foram menos de dois minutos para eu ficar sem a minha rendinha e ter seus dedos no interior da minha vagina, atingindo o meu ponto mais sensível. Demonstrei que ele havia acertado o alvo ao ofegar e remexer loucamente os quadris.
No instante seguinte, aceleramos aquele ato insano e sentei de pernas abertas sobre seu membro, desfrutando da penetração. Ahh! Foram momentos deliciosos de prazer, subindo e descendo sobre ele enquanto curtia suas mãos apertando minha bunda e tornando aqueles instantes de pura entrega em momentos de clímax gratificantes.
Aquela primeira etapa foi “o maior bom”. Saí de cima do homem para ele retirar o preservativo cheio. Pretendia retribuir fazendo um boquete naquele membro molhadinho para, a seguir, iniciarmos o segundo tempo.
Entretanto, o vibrar do seu celular interrompeu nosso clima de perversão. Ao olhar a tela do aparelho, ele falou preocupado:
— Puta merda! É a Leninha; ela sofreu um acidente e pediu que a pegue na academia.
Que pena, pensei, em razão de estar curtindo de montão aquele homem.

Ao sairmos da garagem, combinamos que ele me deixaria duas quadras à frente, pois não era prudente sair do carro do coroa defronte sua casa. Falei que queria caminhar um pouco.
Assim que desci do automóvel e ele se foi, resolvi voltar pela mesma rua. Metros à frente, fui abordada por um colega que vinha de carro.
— Vem rapidão comigo, Mila! — disse aflito o Henrique, um “marido de aluguel” que já fez alguns serviços na minha casa.
Mesmo sem entender nada e pedindo explicações, entrei no carro dele. Só então me revelou o motivo do pânico. O cara falou que também estava na garagem enquanto eu transava com o coroa. Ele estava dando um trato na mulher do seu Milton no interior do carro dela. Disse que ambos ficaram com o cu na mão quando o carro do homem desceu garagem adentro, já que era para o corno estar jogando tênis.
— Ficamos abaixados quase sem respirar — disse ele, sorrindo de nervoso, e que a mulher, cochichando, revelou sua aflição com a demora do marido em sair do carro.
Disse que o bicho quase pegou após eles ouvirem meus gemidinhos incontroláveis durante meu gozo louco. A dona ficou possessa e quase saiu do veículo para partir para cima de nós.
— Também pudera, Mila, vimos você toda fogosa, de peitos de fora, cavalgando no colo do tiozão. Achei magnífico e me deu um tesão da porra, mas a mulher virou um bicho. Felizmente eu consegui conter a fera sem fazer barulho, ou quem ia se foder era eu.
— Depois que vocês saíram, ela disse que te mataria na primeira oportunidade em que cruzasse com você. — A mulher é doida, Mila, fica longe dela.
— Ficarei, com certeza, obrigada!

Por ora é tudo, beijos!

Última revisão em: 13/04/2026.


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