sábado, 31 de dezembro de 2022

Tecnicamente,  Ainda Era Virgem

Meu nome é Milena, mas todos me chamam Leninha. Tenho 18 anos, estatura média, olhos castanhos-claros, assim como os meus cabelos que estão longos no momento. Minha sensualidade é inocente, não provoco com intenção (não sempre). Meus segredos guardo no Bloco de Notas, depois os transformo em contos.

Sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

No último fim de ano, além do Réveillon, também passei uns dias com meus avós paternos que moram no litoral de SP.

A ceia de Ano Novo foi na casa do Daniel, afilhado dos meus avós; ele é casado e tem dois filhos.

Por coincidência, também era aniversário dele, fez 38 anos. A propósito, de jovens na residência só tinha eu e os dois meninos, o maior deles com apenas treze anos. Tenho poucos anos a mais que ele, e faz tempo que deixei de ser uma criança.

Resultado: passei a noite da virada sem ficar com ninguém.


A noite rolou suave, com exceção das cantadas que costumeiramente levo do Daniel. Precisei administrar na boa o seu assédio em vários momentos para não sermos surpreendidos em atitudes suspeitas. O tipo não perdia a oportunidade de ser impertinente. O cara tem a idade do meu pai, mas seu charme de quase quarentão conta ponto a seu favor.

Nós trocamos uns beijos nessa mesma época do ano anterior, em um canto de sua casa, o maluco ainda aproveitou um minuto de descuido do pessoal para levantar minha blusa e sugar meus seios naquele instante de privacidade. Por pouco não deu ruim, pois meu avô quase pegou a gente. Consegui correr e sumir de vista um segundo antes. 


Eu teria ficado com ele novamente se tivesse rolado uma chance, visto não haver ninguém mais apropriado naquela noite. Contudo, não rolou. 


No dia seguinte, sábado, primeiro dia do ano 2022, um casal de idosos veio almoçar na casa dos meus avós. Estava começando a me sentir em um asilo. Fui à praia mais tarde, mas parece que não era meu dia de sorte, nenhum dos gatinhos interessantes estavam disponíveis. Já estava dando vontade de voltar mais cedo para São Paulo. 


Domingo, era apenas o segundo dia do ano e eu já estava morrendo de tédio daquele lugar. 

Depois do almoço ajudei minha avó a lavar a louça. A seguir ficamos os três na sala jogando conversa fora diante da televisão ligada.

Uns minutos depois o casal ia tirar uma soneca. Eu falei que esperaria um tempinho até o sol ficar mais suave, então daria um pulo na praia. 

Eles subiram para o quarto e eu deitei no sofá.


Adormeci não sei por quanto tempo. Estava tendo um sonho ruim, era a lembrança da minha primeira e única transa até o momento. Aconteceu com um carinha do meu colégio. Foi dolorido, rápido e sem prazer nenhum. 

Acordei assustada sentindo duas mãos por dentro da minha blusa e tocando meus peitos. Era o tarado do Daniel. 

Quando esbocei um palavrão na tentativa de me levantar, ele tapou minha boca com a mão contendo meu grito e meu corpo. 

— Shhh! Calma, linda, sou eu! 

E daí que era ele, pensei, quem ele pensa que é?

— Desde sempre que estou louco por você, Leninha — falou sussurrando em meu ouvido e tirou a mão da minha boca. 

— Seu doido, meus avós estão em casa!

— Eu sei, fui lá em cima dar um oi. A porta do quarto estava encostada; abri devagar e espiei lá dentro. Eles estão dormindo como bebês.

— Mas podem acordar a qualquer momento, faz tempo que subiram.

— Não tenha medo, meu anjo, vamos namorar um pouquinho. 

O atrevido estava ajoelhado no chão, deitou o tronco sobre o meu e me roubou um beijo. A princípio foi só um selinho, depois outro. Como não resisti, ele grudou sua boca na minha e o beijo foi longo e cheio de tesão, e com minha cooperação.

Ao final daquele primeiro beijo, alertei o homem novamente sobre o perigo que corríamos. De novo o sem noção minimizou a situação de risco e continuou com as carícias. Colocou-me sentada ao lado dele, envolveu-me em seus braços e proferiu um monte de palavras sobre seus desejos:

— Eu quero te amar, sentir o calor do seu corpo no meu, me envolver por inteiro em você. 

— Infelizmente não posso dar tudo que você deseja, Daniel. 

— Não pode ou não quer, meu anjo? 

— Digamos que ainda não estou pronta para este tipo de relação.

— A gente constrói juntos esta relação, serei carinhoso com você e não vou te machucar.

Voltamos a nos beijar, tentei não bancar a inocente e fui mais participativa. Rolou um toque gostoso das suas mãos pelo meu corpo. 

O homem me deixou super excitada, não consegui disfarçar, estava evidente que ele mexeu demais comigo, deixando-me a ponto de perder o controle.  Só que eu ainda não tinha experiência nesse lance de homem e mulher, era o oposto dele, um homem maduro e casado. Bateu um pouco de medo daquele cara safado e do que pretendia fazer comigo na sequência. 


Os beijos ficaram apimentados e o amasso quente demais, ele me puxou pra cima dele e estávamos praticamente transando por cima de nossas roupas.

— Não aguento mais, Leninha, você me deixa louco. 

Rapidamente ele começou a abrir a calça para por seu membro pra fora. Bateu um pânico, estava sentada de pernas abertas, encarando o tarado e sentindo seu corpo quente por debaixo de mim. 

— Para seu louco, o que está fazendo?

Eu sabia qual era a resposta, e sabia que daria merda caso permitisse e ainda fosse cúmplice daquele devaneio.

Tentei levantar… Ele me abraçou forte e colou sua boca na minha. Nossos corpos ficaram unidos novamente, se esfregando num amasso obsceno. Porém, dessa vez eu senti seu pau duro e nu roçando meu sexo por cima da minha calcinha fina e úmida.

Meu medo era enorme. E sim, eu queria transar, mas com um mínimo de romantismo, não daquela maneira súbita, arriscando ser flagrada a qualquer momento e sem um preservativo.

Até cogitei de relance a ideia de pedir-lhe para pôr só atrás, todavia, abandonei de imediato esta hipótese, eu não aguentaria aquela coisa grossa e grande na minha bunda, iria me machucar demais. 

A mistura de sacanagens e romantismo ditas em meu ouvido me deixou confusa, meu corpo já não reagia conforme o meu instinto de preservação, parecia querer tanto quanto ele. 

Vacilei por um segundo e o pau durão roçou empurrando minha calcinha pro lado, abrindo caminho e começou a me penetrar. 

— Nããão, Daniel, paaara! — falei quase numa súplica, mas não mexi um dedo para impedir que continuasse. Meu tesão foi a milhão quando seu pau iniciou a invasão da minha vagina.

— Paraaa, pelo amor de Deus! A gente tá sem proteção — falei isso num murmúrio, sem convicção nenhuma. 

— Fica tranquila, amor, não vou gozar dentro. 

Tentei dizer que não era só este o problema, tinha o risco de doença. Tinha outro detalhe, ainda era tecnicamente virgem, pois estava ciente que meu hímen rompeu só de um lado na minha primeira vez.


Já era tarde demais para reagir, não disse nada, estava submissa e completamente dominada, além de também ter perdido a noção do perigo.

Deitei a cabeça em seu ombro, ajeitei meu corpo sobre ele e o senti forçando a parte que ainda me tornava virgem. Putz, aquele pinto enorme foi fundo dentro de mim… — Ohooooo! — gemi baixinho soltando o ar, e com todo meu sentimento. Parecia estar sendo rasgada. 

Ele enfiou as mãos por dentro da minha calcinha, agarrou a minha bunda e induziu-me a mexer no ritmo dele. 

Entrei em transe, curti a dor como se fosse parte do prazer. Havia esquecido completamente  dos meus avós. Minha única preocupação naquele momento era a de que ele não podia gozar dentro.

As mexidas foram ganhando intensidade, chegou um momento em que meus quadris, além de rebolar, subia e descia num movimento louco, a ponto de sentir um desconforto com a intensidade dos golpes. 

Ainda assim eu curtia o momento único em minha vida, a progressão do meu gozo estava me levando ao clímax. No mesmo instante senti ele se retraindo, deu uns tapinhas na minha bunda e disse:

— Espera, anjo, para um pouquinho. 

Percebi que ele tava se segurando para não ejacular, mas eu continuava alucinada com o meu tesão e ia dar um foda-se e deixar ele me encher de porra.

— Não para, Dani, pelo amor de Deus, não paaara! — supliquei com lágrimas nos olhos, era um choro de felicidade. 

Meu único desejo era curtir o ápice do prazer que chegou como uma dádiva.

Puta merda! Fui do céu ao inferno no mesmo instante; um grito veio do lado de fora e alguém mexeu na maçaneta da porta.

— Paiê!

Ele me tirou de cima e me jogou de lado, de costas no sofá. Minha saia foi parar no meu peito. Só não xinguei o filho da puta porque fiquei sem fala devido à dor na minha boceta, e também não havia tempo para uma DR.

— Paaai! Abre aqui! — gritava seu filho mais novo forçando a maçaneta. 

Por sorte o homem fechou a porta com o trinco quando entrou, ou nós estaríamos fodidos.

O covarde sussurrou para eu abrir a porta enquanto ele corria para o banheiro da área de serviço para se recompor.


Pouco depois que o menino entrou, meus avós também desceram para a sala. O clima ficou meio esquisito e de desconfiança, mas não havia nenhuma prova concreta que poderia nos incriminar. E eu juraria até o fim da vida que estávamos apenas assistindo televisão. 


De noite, sozinha em meu quarto, relembrando a transa interrompida daquela tarde e tocando meu sexo em um momento de prazer solitário, pensei: "Será que não conseguirei ter uma transa decente e sem o clima de terror?" 


Fim

Grata pela atenção de todos vocês! 

Última revisão em 31dez22.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Delícias Noturnas na Virada

Acabara de receber uma mensagem inesperada naquele último dia do ano:

— Oi, princesa! Estou num hotel pertinho da sua casa e queria te ver.

A mensagem era do meu pai. Respondi que estava na cozinha preparando a ceia com minha mãe e não poderia sair. 

— Você vai ajudar ou vai ficar teclando no celular, dona Nicole? — resmungou a mamãe. 


Faríamos uma confraternização modesta em minha residência naquele Réveillon de 2020, minha mãe convidou a Luiza e seus pais para se juntarem a nós duas naquela noite.


Uns minutos mais tarde fui ao banheiro e conversei com meu pai em uma vídeo chamada. Ele estava em São Paulo só de passagem, veio dirigindo um carro para entregar em Foz do Iguaçu. Pediu que eu fosse até a esquina para dar-me um beijo, pelo menos. 

— Tô indo, mas terei que voltar rapidinho; já já a mamãe dará por minha falta.


Cheguei na esquina e entrei no carrão novo estacionado em uma das vagas de recuo na calçada da loja de tintas que estava fechada. 

— Qual seu lance com este carro? 

— Lance nenhum, filha, é de um amigo que vendeu e me pagou para entregar. 

Ele não me deu tempo para outros questionamentos, disse estar morrendo de saudades e juntou-me em seus braços e colou nossos lábios em um beijo carregado de volúpia. Ele sabia da minha adoração e vício por seu beijo tarado.

Os amassos ficaram apimentados. O homem com segundas intenções praticamente deitou-me no banco com as costas e cabeça apoiadas no forro da porta. Seu tronco sobre o meu manteria oculta a minha identidade caso alguém se aproximasse do carro.

Sua boca fez delícias em meus seios, ele acendeu meu desejo e começamos a menosprezar os perigos. Sua mão invadiu o interior do meu shortinho, e seus dedos o interior da minha boceta. Meu pai é especialista em atingir os meus pontos mais sensíveis me fazendo gozar rapidinho. 

— Ahh, papai! Você judia de mim… Que gostoso — falei entre murmúrios e gemidos. 

O sem noção exagerou na animação e começou a tirar meu shortinho. 

— Para, seu louco! — o que pretende fazer? 

— Quero te dar um chupão gostoso, anjinho, sei que você adora. 

Não precisei falar muito para ele cair na real e perceber a besteira que pretendia fazer. Recompus minha roupa enquanto dizia que precisava voltar, contudo, combinamos um encontro para a manhã seguinte, antes dele pegar a estrada para Foz. 


A Luiza e seus pais chegaram dois minutos depois que entrei em casa. Perigo da porra! Pensei aliviada por não terem me visto com meu pai, daria altas tretas. 

Explicando novamente: há uma medida judicial proibindo que meu pai se aproxime de mim ou da minha mãe. 


Mais tarde, apesar da comida boa e bebida liberada com moderação, a comemoração com apenas cinco pessoas perdeu o clima de festa, posto que o assunto girou em torno do aumento no número de mortos por Covid-19 e a revolta com o descaso humanitário e ação criminosa do governo federal na demora em adquirir vacinas. 


As visitas foram embora pouco depois da meia-noite e meia. Eu e mamãe fomos dormir. 


Não sei por quanto tempo dormia quando um vulto me acordou. Tentei gritar, porém, tive minha boca tapada por uma mão.

— Calma, filha, é o papai. 

Foi tudo muito rápido, ele quase me matou do coração. Eu até gosto de emoções fortes, mas aquilo foi exagero e arriscado pra cacete.

— Como você conseguiu entrar aqui em casa?

— Desci pela chaminé, oras! 

— Gracinha! — falei desdenhando. 

— Eu ainda tenho as chaves. 

— Impossível, mamãe mandou trocar todas as fechaduras.

— Tá bom! Eu confesso: fiz cópias das suas chaves quando você esteve me visitando lá na Bahia.

— Jogo sujo hein, seu Flávio! Podia ao menos ter me pedido.

— Perdoa o pai, filha! — Você sabe que sou meio atrapalhado, né?

Apesar de estarmos sussurrando, ainda assim era perigoso sermos ouvidos. 


Tranquei a porta do meu quarto, por segurança.

O danado começou a se despir assim que dei o primeiro passo de volta para a cama, e despiu-me ao ficar ao alcance dos seus braços, os mesmos braços fortes que envolveram meu corpo nu pressionando ao seu e levou-me para a cama ainda durante o beijo.

De ladinho, sobre o lençol branquinho da minha cama estreita, ele ergueu minha perna invadindo meu vão íntimo e introduziu seu membro me fodendo gostoso.


Vários minutos de prazer carnal transcorreram ao som esporádico de fogos de artifício que estouraram nas proximidades durante nossas trocas de posição. Ele gozou e me fez gozar. 

As tréguas naquela pegada insana foram só para alguns goles no champanhe que o invasor atrevido trouxe para nós. 


Após ingerir muito do líquido precioso e sofrer com o avanço rápido e impiedoso da madrugada, permaneci deitada de bruços e submissa saboreei cada golpe vigoroso que recebi em meu ânus. Minha boceta, encharcada com seu gozo anterior, curtia seus dedos agraciando-me com mais um momento delicioso. Além do meu clímax, o prazer foi estendido ao receber o restinho de sua porra em minhas entranhas. O meu suspiro refletiu todo o prazer que senti durante aquela jornada repleta de erotismo. 

O homem exausto permaneceu cobrindo meu corpo com o dele, beijou minha nuca molhada de suor e sussurrou no meu ouvindo:

— Ninguém faz tão gostoso quanto minha putinha. 

Eu apenas ronronei agradecida e satisfeita, estava quase dormindo.


Acordei quando era dia claro, joguei o  lençol para o lado ao levantar assustada. Estava com medo de sermos surpreendidos por minha mãe. Olhei em volta e não vi vestígios do meu pai… É mentira, meu lençol de baixo estava repleto de marcas provenientes da mistura do seu sêmen com meus fluidos vaginais. Sorri marotamente ao relembrar cenas da nossa loucura noturna, foi fogo no parquinho. 


Fui ao banheiro e, além da tampa do vaso levantada e descarga não acionada, não havia nenhum outro sinal do homem. Deve ter saído logo após fazer xixi, pensei. 


Doideira demais receber a presença proibida e criminosa do meu pai na minha casa, no entanto, possibilitou um momento único ao transar por horas com ele escondido em meu quarto tendo a minha mãe no cômodo ao lado. Foi muito louco e colocou o Réveillon 2020 na categoria dos especiais. 


Fim 


Agradeço a atenção de todos vocês! 



quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Um Pinto Amigo no Réveillon

Comecinho de noite, estava no banho quando mamãe entrou agitada:

— Desliga esse chuveiro, Nicole, pelo amor de Deus! — Vai se vestir.


Uns minutos depois a dona Helena voltou apavorando. Estava em meu quarto, só de calcinha em frente à penteadeira. Dava uma última ajeitada nos cabelos. 

— Cacete, Nicole! Ainda não está pronta?

— Só mais dois minutos, Mami.

Levantei rapidão e peguei o vestido para não estressar ainda mais a nervosinha. 

— Você vai começar o ano com esta calcinha surrada?

Seria meu terceiro Réveillon com a mesma lingerie, foi um presente do papai e remete a doces lembranças: ele retirando a minha peça íntima, por exemplo.

Portanto, era melhor a mamãe não captar quais seriam os verdadeiros sentimentos que me prendiam à calcinha.

— Eu gosto tanto dela, e amarelo atrai dinheiro.

— Tá, você que sabe! Pronta ou não, sairemos em cinco minutos. 


Era 31 de dezembro, mamãe e eu fomos convidadas a passar o Réveillon na casa dos pais da Adriana, namorada do Dr. Osvaldo.


Lá chegando, no primeiro instante a sós com o advogado (ele também era meu cúmplice de loucuras), compartilhamos nossos desejos secretos e idênticos: dar uma foda como saideira do 2019.

O doutor era o meu P.A (Pinto Amigo). É o cara das transas ocasionais, sem apego e sem compromisso. O quarentão, apesar de ter um pouco mais do dobro da minha idade, era tão irresponsável quanto, acabou se tornando uma figura importante naquele momento da minha vida. A adrenalina gerada durante nossos instantes de ousadia levava minha libido a milhão. Como se não bastasse a química legal existente entre nós, ainda brincávamos com o perigo transformando uma transa em um prazer incomum. 


Durante nosso papo íntimo, fizemos observações sobre as dificuldades de uma transa:

— Mesmo uma super rapidinha será impossível nessa casa cheia de gente, né minha linda?

— Também acho — falei concordando e pensando em soluções.

Nós bolamos um plano às pressas e colocaríamos em prática logo mais.


Passava das 21h quando saí de fininho e mandei uma mensagem mentirosa para a minha mãe. Disse ter feito amizade com uma menina de uma casa vizinha e voltaria logo.

— Vê se não demora, dona Nicole, a ceia aqui começa cedo.


Havia combinado com o doutor de encontrá-lo em um parque próximo. Já estava na metade do caminho e continuei andando.


Cheguei no local uns dez minutos depois e ainda aguardei mais uns quinze até o homem aparecer. 

Entrei no seu carro e fomos para um setor sem movimento e com pouca iluminação no interior do lugar público. 


Os primeiros beijos já foram calientes, mas não foi devido ao sabor de uísque sentido por mim em sua boca, mas sim, por sua pegada eficiente. Seguiu seu ritual dando amassos deliciosos em meus seios, com direito a mordiscadas gostosas em meus biquinhos durinhos.

Fiz minha parte em seguida, metendo a boca no seu pau e fazendo um boquete de respeito, e faltou pouco para sentir o gosto da sua porra. Ainda era cedo para ele ejacular, concordamos.

Enfiei as mãos por baixo do meu vestido curto e branquinho, tirei minha calcinha completamente úmida e guardei no porta-luvas.

Quando ele veio para o banco do passageiro, ajeitei-me de perninhas abertas sobre o seu colo e de frente para o meu parceiro. Seu pau escorregou para dentro da minha fenda liberando meu suspiro de tesão e seguido dos gemidinhos de safadinha. Saboreei o início da transa e seu abraço carinhoso me fazendo viajar de olhinhos fechados.

Rebolando suavemente sobre o homem, a minha sensação de prazer aumentava na mesma proporção do calor do meu corpo quase em chamas.


Se já estava uma delícia, ficou ainda melhor quando uma onda de orgasmo chegou como uma implosão. Caralho! Deu uma vontade de liberar a voz dando urros de curtição.

Mas nada está tão bom que não possa ficar maravilhoso. E ficou quando suas mãos agarraram firme em meus quadris e socou seu cacete feito um alucinado dando urros delirantes ao despejar seu líquido sem cerimônia… Deeeus! O homem me fez estremecer de tanto tesão, era como sentir a descarga de um raio longo e trepidante. Aí, sim, meus gemidos e gritinhos ecoaram sem pudor.


Demorou um bocado para conseguirmos sair do lance insano. Foi aos poucos, reduzindo lentamente nossos movimentos, até conseguirmos ficar quietinhos, abraçados e rindo do instante surreal que nos possuiu.

— De onde veio isso, meu Deus? — disse me encarando surpreso com a intensidade da coisa.

— Não me pergunte, acabei de aterrissar — respondi zoando e rimos feito dois bobos.

Selamos o instante com um beijo delicioso e safado.

Levantei o corpo expulsando seu pau de dentro e fizemos uma limpeza com punhados generosos de papel higiênico.


Desta vez estava protegida por comprimidos, imaginei passar por algo assim, pois quando o doutor cola na minha, acaba rolando com ou sem preservativo. Deus me livre de uma gravidez indesejável. 


Passamos para o banco de trás, ignorando o avançar das horas, as mensagens de celular e as pessoas nos esperando. Nossa libido ainda estava no topo nos impulsionando a continuar. Fiquei de quatro, de frente para a janela, ele aconchegou-se por trás de mim, cobriu meu corpo com o seu e murmurou suas putarias excitantes em meu ouvido, tudo simultâneo aos apertos dados por suas mãos em meus peitos. Seu pau estava aninhado em meu rego e latejava exibindo seu vigor. Direcionou a glande em minha fenda encharcada e pincelou algumas vezes, judiando de mim antes de enfiar gostoso. A primeira enterrada sempre é um prazer incomum. No entanto, comecei a gemer exageradamente dizendo:

— Puta que pariu! Tira, tira, pelo amor de Deus!!! Ao perceber meu desespero, tirou rápido se afastando. 

— O que foi anjo, machuquei você? 

— Não, estou com uma cãibra da porra, preciso ficar em pé. 

O doutor saiu do carro e ajudou-me. Eu quase chorei com o incômodo angustiante. Permaneci em pé, junto ao carro, com as mãos apoiadas na lateral do banco traseiro. 

— Onde dói, linda? 

— Na batata da perna direita. 

Ele agachou e iniciou uma massagem alisando suavemente minha perna. 


Uns minutos depois:

— Passou, linda? 

— Passou, mas continua esquisito. Tenho medo de voltar a dor, caso eu entre. 

Continuou massageando carinhosamente, contudo, suas mãos subiram e chegaram ao alto das minhas coxas. Ele ficou em pé e seus dedos passearam em meu sexo, enquanto o outro braço envolveu meu corpo colando ao seu. De ladinho comigo ele disse estar louco de vontade de continuar e mordiscou o lóbulo da minha orelha. Eu só gemi sentindo seu dedo tocando meu clitóris.


O homem desceu novamente suas calças e cueca, roçou seu pau à procura da minha entrada e deslizou seu membro para dentro. Minhas pernas bambearam tamanha foi a proporção do tesão por estarmos praticamente em público.

Ouvimos alguns rojões próximos, e os estouros eram cada vez mais frequentes. O pessoal entusiasmado começou a comemorar muito antes da hora da virada.

Mesmo com os fogos luminosos no céu do parque, iluminando nosso ato imoral, continuamos com toda a nossa intensidade ignorando o perigo de sermos flagrados, principalmente pela guarda municipal. Apesar do setor ser quase deserto, e as poucas pessoas estavam muito distantes de nós. No entanto, deveria haver câmeras de vigilância espalhadas pelo local. Foda-se! Pensei, só me importava o prazer da transa e nossa química naquele instante. 

O advogado tocou forte, deu tapas na minha bunda arrancando meus "ais" safados.

Não demorou até chegarmos a mais um gozo quase simultâneo, e mesmo não se comparando ao orgasmo anterior, ainda assim estava bom demais e levou-me ao novo clímax. Permaneci debruçada no encosto do banco, gemendo e ronronando enquanto curtia os golpes finais desferidos em minha boceta inundada.


Instantes depois, após a respiração voltar ao normal, ele retirou e foi pegar o rolo de papel. Minhas pernas bambas permaneceram abertas expelindo o grosso do seu sêmen.

Enquanto o homem recompunha sua roupa, agachei e fiz xixi, não aguentei segurar por mais tempo.


Deu um medinho ao ouvir uma sirene próxima, olhei na direção do portão de entrada e vi dois faróis altos vindo devagar em nossa direção.

— Entra aí atrás, Nicole, rápido! — disse o homem apavorado. 

Entrei e fechei a porta traseira. Ele já estava ao volante, ligou o carro e partiu em direção contrária ao carro vindo para cima de nós.

O doutor saiu pelo portão dos fundos do parque e segundos depois vi os faróis altos e o giroflex também saírem partindo em nosso encalço. O homem deu um gás no Honda Civic se distanciando dos nossos perseguidores.

Após dar algumas derrapadas pisando fundo nas entradas à direita e à esquerda e quase me matando de medo, ele disse orgulhoso:

— Estamos seguros, eles perderam nosso rastro.

— Ainda bem! — falei aliviada, principalmente pela redução da velocidade. 

Mesmo tremendo de nervosa, dei risadas com ele ao comentarmos nossa loucura praticada no local público.

Assustei com o som do meu celular sobre o painel do carro. Era o toque de mensagem da minha mãe. Já havia ouvido outros sons na última hora, enquanto estava ocupada fodendo com o quarentão.

Ele deu o aparelho para mim no banco de trás. Peguei e ouvi a mensagem rápida, também as outras três, todas da mamãe: perguntou onde eu estava e prometeu me arrebentar se eu não voltasse em cinco minutos. 

— Para, doutor, é melhor eu descer aqui — falei ao notar a proximidade da rua onde seus sogros residiam.

Saí do carro dois quarteirões antes e continuaria o restante do caminho a pé. Não poderíamos ser vistos juntos. 

Quando ele pisou no acelerador e começou a tomar distância… 

— Espera, doutor, minha calcinha, porra!!! — Meu grito não foi ouvido pelo cara, mas foi por toda a vizinhança. 

— Filho da puta! — xinguei dando um pulo e jogando o braço de punho fechado.

Segui caminhando rápido ao ouvir os moradores da rua zoando com o teor dos meus comentários.

O infeliz não respondeu minha mensagem pedindo para ele voltar. 


Quando me aproximei da casa, o carro do doutor estava com as lanternas acesas e estacionado quase em frente. Aproveitaria para pegar minha peça íntima.

Merda! Praguejei, não foi possível, a Adriana estava com ele no interior do veículo. Os dois pareciam estar discutindo. Passei direto e entrei na residência.

Tomei o maior esporro da minha mãe e fiquei ouvindo um monte.


A Adriana entrou chorando minutos depois. Minha mãe a abordou para saber o motivo.

— Aquele filho da puta estava com alguma vadia até agora — desabafou a chorona. 

— Como você soube? — perguntou a dona Helena. 

— Estava cobrando um pouquinho mais da atenção dele, pelo menos nesse último dia do ano. Quando fui pegar um pedaço de papel para enxugar as lágrimas, ao abrir o porta-luvas dei de cara com uma calcinha usada e ainda úmida.

— Cacete, amiga! E o que ele disse? 

— Eu não quis ouvir mais nada e falei para nunca mais me procurar, ou eu cometeria uma besteira. Saí do carro e disse para não se atrever a entrar na casa dos meus pais. 


Captei a conversa enquanto estavam próximas a mim. Inclusive ouvi a vaca chifruda me chamar de vadia. Fiquei com raiva e apreensiva, aquele enrosco acabaria dando ruim para mim. 

A doideira seria iniciar 2020 sem calcinha. Se começaria assim logo no primeiro dia do ano, imaginei que os outros 364 seriam muito loucos. 


Por ora, é isso, beijos!