O resultado da brincadeira e primeira experiência como garota de programa foi gratificante e muito além das minhas expectativas. Curti muito transar com um estranho e ainda ser paga enquanto me divertia. Diante disso, interessei-me pela atividade e naveguei pelo Google para aprofundar-me no assunto. É um ofício perigoso, eu já sabia. A profissional fica exposta a várias situações de risco, como doenças sexualmente transmissíveis, agressões físicas, além de poder topar com algum maníaco sexual. Entretanto, meu vício por adrenalina dizia que poderia ser tanto ou mais divertido quanto foi com o cara da rodoviária.
Fazer ponto na rua ou em um prostíbulo estava fora de cogitação; inocentemente pensei em descolar um lugar seguro onde pudesse atrair clientes financeiramente privilegiados. Seria rentável e também diminuiria certos riscos da profissão. Confiava em minha aparência sedutora e corpo de novinha para facilitar as abordagens. Não usaria as redes sociais de imediato, temendo comprometer meu segredo. Adiaria minha ideia original de criar um blog apenas para esse fim. Continuaria gastando sola de sapatos em busca de emoções até determinar qual seria a estratégia de marketing mais eficaz.
O início não foi exatamente como imaginei. A primeira escolha foi o aeroporto de Viracopos; as tentativas iniciais foram frustrantes. Não me atentei ao detalhe de as pessoas estarem sempre apressadas, indo e vindo, e cansadas da viagem.
Consegui o primeiro programa e não foi dos melhores. Não curti, tive que fingir um orgasmo, o cara não pagou o combinado e foi bem grosseiro comigo. Era cedo para desistir; o próximo será melhor, pensei positivamente.
Em um dia diferente, fiquei mais animada e, em uma nova tentativa, consegui um cliente logo na primeira hora de passeio pela ala internacional, lançando olhares sedutores para possíveis interessados. O serviço gerou lucro, diversão e satisfação. Definitivamente peguei gosto pela atividade.
Vou relatar como ocorreu. Após assediá-lo de forma evidente, fui abordada por um sujeito. Imediatamente, expliquei que era garota de programa, informei-o sobre o preço e o que ele poderia esperar. Ele afirmou ter compreendido, porém apresentou sua contraproposta: contrataria meus serviços com um propósito diferente.
Descrição do indivíduo e pormenores do nosso acordo: vou chamá-lo de Adrian, 1,75 m, caucasiano de cabelos claros e cacheados, 30 anos, homossexual e em um relacionamento estável com um parceiro no Chile — de onde ele acabara de regressar de viagem. Ele precisava ocultar sua homossexualidade; caso contrário, não avançaria na multinacional em que trabalhava. O "CEO", como ele se referiu, é meio homofóbico e não o aceitaria na diretoria da empresa.
Ele me pagaria para fingir ser sua noiva em um evento que aconteceria na mansão do chefão. Negociamos e chegamos a um acordo.
No dia seguinte, fui encontrá-lo em seu hotel, horas antes do evento. Conversamos e ensaiamos alguns detalhes básicos.
Chegando ao casarão, fomos recebidos pelo empresário espanhol e sua esposa. Eu tinha sido uma assediadora de homens nos últimos dias, mas naquela roda social passei a ser a assediada. Recebi muitos elogios do coroa anfitrião e de outros membros da festa.
Acho que valeu minha escolha por um vestido curto com corpete. Mesmo representando o papel de jovem noiva recatada, quis estar bonita e sensual, pois adoro ser notada e elogiada.
Depois que as pessoas se serviram da mesa farta e continuaram bebendo, os homens conversaram sobre o futuro profissional de Adrian. O cargo de diretor que Adrian ocuparia e sua mudança de Santiago do Chile para São Paulo pareciam ter um futuro promissor.
Neste meio tempo, o chefe quis saber qual era minha preferência por bebidas; falei da minha paixão por champanhe e vinho. Ele tinha uma adega no subsolo da mansão, pediu permissão ao meu "noivo", pois iria levar-me para conhecer suas preciosidades líquidas (palavras dele) com o intuito de que eu escolhesse um vinho especial.
Fiquei impressionada ao adentrarmos aquele recinto enorme, cheio de garrafas e alguns barris gigantes feitos de madeira. Perguntei se todas as pipas estavam cheias de vinho. Ele respondeu que tinha uns com vinho e outros com uísque ou cachaça de uma reserva especial.
— Gente! Comentei, ainda deslumbrada com a vasta seleção de bebidas: — Eu adoraria morar aqui.
— A gente pode pensar no caso, se for o seu desejo — insinuou com uma expressão séria.
Putz! Seu modo de falar deixou-me arrepiadinha.
Sem mais cerimônias, ele deu o bote, todo confiante, agarrou-me em um abraço e procurou minha boca. Eu sabia que o convite para descer até o porão não era apenas para pegar uma garrafa de bebida. Como se já rolasse uma intimidade, correspondi ao beijo e ansiei pelo que viria a seguir; estava de pilequinho por causa das taças de champanhe tomadas pouco antes, tornando tranquilo o mergulho de cabeça naquele convite ao perigo.
Não escolhi fazer programas apenas pelo dinheiro; diversão e prazer seriam fundamentais para continuar praticando o ofício. Um calor estava consumindo minhas partes baixas, era evidente que não rolaria nada com o Adrian, de jeito nenhum terminaria a noite na saudade. Nem cogitei desperdiçar aquele momento.
O homem tinha pegada, além de ser charmoso. Com sua experiência, percebeu de imediato a minha submissão, estava entregue e pronta para ele. Continuou sua investida com beijos ardentes e apertos em meu corpo. Acendeu de vez meus desejos de fêmea ao deslizar suas mãos pelos meus quadris e penetrar no interior do meu vestido, tocando minhas coxas nuas. Os apertos seguintes foram em meu bumbum. Ao mesmo tempo, ele disparava um monte de frases sedutoras em meu ouvido. Segurou no cós da minha calcinha e a desceu até passar pelos meus pés. Com delicadeza, segurou-me pelas axilas e colocou-me sentada em um tipo de mesa bem legal; era um barril cortado ao meio. Fiquei sentada na superfície de madeira lisinha e encerada. Enquanto ele abria suas calças, percebi que a mesa fora feita sob medida para ficar na altura do órgão sexual do coroa safado.
Em segundos, suas calças e cueca estavam arriadas aos seus pés, e ele partiu para cima de mim com seu membro ereto. Ao erguer meu vestido e visualizar minha xoxota lisinha, fechadinha e cheirosa, notei uma expressão de surpresa e felicidade no rosto do homem. Desistiu momentaneamente de me penetrar com seu membro pulsante, e sua voz foi quase um murmúrio:
— Meu Deus, o que tirei de você não foi uma calcinha, e sim um porta-joias; você é um anjinho.
Suas mãos ergueram e abriram minhas pernas, e ele atacou meu sexo com a boca. Deitei meu corpo naquela madeira e deliciei-me ao ser seguidamente lambida e transportada para outra galáxia com a sensação maravilhosa da sua língua remexendo intensamente no interior da minha vagina. Ah! Êxtase e delírio, e o danado ainda tinha deixado a porta aberta, fazendo com que esse detalhe aumentasse minha libido ao imaginar ser flagrada por sua mulher durante nossa promiscuidade.
Estava prestes a gozar na boca do homem enquanto viajava em meus pensamentos. Infelizmente, ele parou antes que eu chegasse ao clímax. Tirou um preservativo do bolso do paletó, removeu rapidamente a embalagem e cobriu seu membro.
Foram inúmeras as safadezas ditas enquanto olhava-me fixamente nos olhos e lia minha expressão de cadelinha no cio. Minhas pernas continuavam no ar e arreganhadas, enquanto minha vagina queimava de desejos e o meu olhar suplicava pela penetração.
O homem ajeitou o pênis na minha fenda e a introdução começou imediatamente, arrancando um gemido gostoso quando nossos corpos se fundiram. Não foi ele quem enterrou; fui eu que suguei-o inteirinho para dentro durante minha entrega total.
Nova posição, a volúpia do orgasmo, e o tempo voou… Grudei em seu pescoço enquanto era sustentada por ele, agarrado em minha bunda. O homem reduziu suavemente a intensidade das suas estocadas após gozar pela segunda vez sem tirar de dentro.
Deus! Fiquei apavorada e quase me joguei dos seus braços quando percebi a sombra de alguém descendo as escadas. Alertei-o com um sussurro e, aflita, tentei melhorar minha aparência. Ele foi para um canto discreto para se livrar do preservativo cheio de sêmen e recompor sua roupa. Eu já tinha ajeitado meu vestido e esforcei-me em parecer tranquila quando sua mulher entrou na adega, seguida do meu falso noivo. A mulher informou que alguns convidados estavam se retirando e esperavam pelo anfitrião para as despedidas.
A princípio, ela até tentou fingir que não percebeu o que acabara de acontecer ali. Porém, não conseguiu; fulminou com seu olhar de fêmea traída. Meu penteado bagunçado e a falta de batom em meus lábios eram as provas do crime.Não sabia como funcionava a relação deles, se era aberta ou não. Fiquei constrangida; sempre fico depois de orgasmos em momentos proibidos. Volto à realidade da vida de pudores, mas o sentimento de culpa não dura muito tempo. "Que se danem. Eles que se entendam depois." Pensei.
Ele pegou duas garrafas de vinho rosé frisante em uma prateleira — já havia lhe dito a minha preferência — e, em seguida, nós quatro voltamos para junto dos outros convidados.
A mulher não desgrudou mais de nós; juntos tomamos uma das garrafas. A conversa entre os dois homens foi proveitosa para o meu acompanhante; ele estava praticamente garantido em seu cargo pretendido. Minutos depois, durante nossa despedida e após ser presenteada pelo coroa com a outra garrafa de vinho, fui embora de táxi com o Adrian.
Quando chegamos ao local em que eu ficaria, meu cliente deu-me um envelope. Conferi e falei que tinha dinheiro a mais.
— Seu trabalho foi ótimo, o extra é um regalo. — Depois apontou para o embrulho onde estava o vinho e acrescentou:
— É o segundo presente que você ganha hoje.
Em tom de farra, expliquei que o vinho não foi um presente e, sim, uma troca pela minha peça íntima. Levantei o vestido para mostrar que estava sem calcinha.
— Sua louca — disse meu “noivo” e gargalhou.
O taxista ajustou o retrovisor de forma discreta, mas ágil. Não sei se ele conseguiu ver minha nudez, porque eu baixei o vestido, embora meu lado exibicionista tenha atrasado meu movimento, hahaha.
— Não foi uma troca justa, já que ele ficou com meu porta-joias — resmunguei em tom de brincadeira.
Com cara de quem não entendeu, meu acompanhante desceu do carro e gentilmente abriu a porta para eu descer. Agradeceu novamente, afirmando que eu fui perfeita. No beijinho de despedida, ele comentou sobre o perfume em minha pele e fez uma graça.
— Hummm! Este perfume é familiar, e não é seu.
Confessei que a demora na adega não foi resultado de indecisão na escolha do vinho, como havíamos mencionado.
— Transei com seu chefe. Ele deve estar com o meu perfume também. — Será melhor eu ficar longe daquela mulher — disse, sem conter o riso.
Adrian comentou que a pressa repentina do chefe para que ele se mudasse para São Paulo poderia ser, em grande parte, por minha causa.
— Você é danadinha, menina; creio que em breve precisarei dos seus serviços novamente.
Respondi que estaria disponível sempre que precisasse.
Ele seguiu com o táxi, e eu para casa, pensando com meus botões e com um sorriso bobo no rosto: "Acho que o espanhol gostou do brinquedinho novo".
Continua…
Última revisão em: 23/05/2026.

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