Predador sexual.
Acabara de depilar a xota e finalizei meu banho. Ainda nua, secava os cabelos e pensei ter ouvido o interfone. Desliguei o secador para escutar. Tocou de novo, e fui correndo atender.
Cacete! Era a porra do policial outra vez.
— Olha, policial Fábio, conversei com um amigo advogado e soube que não sou obrigada a recebê-los sem um mandado ou intimação.
O policial manifestou gentilezas, dizendo ter vindo sozinho e, como civil, só queria conversar amigavelmente comigo e negou qualquer referência ao caso. Pediu alguns minutos da minha atenção.
Após sua insistência irritante, eu permiti sua subida. Corri até o quarto e coloquei uma calça jeans. Durante a visita inoportuna do casal de policiais ocorrida há três dias, eu trajava um vestidinho leve e sensual demais para a ocasião, reconheço. O tarado causou-me incômodo ao manter o tempo todo o seu olhar depravado nas minhas coxas e tentando invadir com o olhar o interior do meu vestido.
Vesti uma camiseta qualquer. Ao soar a campainha, fui atender e deixei o sujeito entrar. O folgado sentou no sofá sem ser convidado e foi logo dizendo:
— Eu reconheci você naquele dia, mas evitei comentários por causa da minha parceira de São Paulo. — Você é uma daquelas garotas da agência de modelos Blue & Pink. — “Agência de modelos”, hahaha! — disse o homem e gargalhou debochadamente.
— Quando eu era policial aqui em Campinas, fiz alguns bicos como segurança lá no puteiro de luxo só para VIPs. — Não lembra de mim, né? — Na época eu não tinha barba e nem este calo sexual — disse ele, passando a mão na barriga protuberante.
— Naquele dia tive a sensação de conhecê-lo, talvez devido aos seus olhos verdes; no mais, está bem diferente.
— Eu sei que tô acabado, é essa vida desgraçada de policial.
Puta merda! Qual a intenção desse infeliz? Pensei, entediada.
— A chefia da agência nunca concedeu uma cortesia para nós, simples mortais; a chance de transar com alguma das garotas era impossível para um policial honesto como eu.
Mesmo fazendo cara de aborrecida, fui incapaz de impedir o chato de continuar o monólogo:
— Preço astronômico da porra, mas era dinheiro de cachaça para os bacanas milionários e os políticos corruptos que rasgam o dinheiro alheio — disse ele.
Nessa parte, tentei explicar minha situação como uma simples empregada da agência, mas percebi que deveria ter continuado calada.
— Meu patrão enriquecia a cada dia, enquanto eu e as meninas recebíamos como cachê uma diminuta porcentagem do valor pago pelo cliente — falei, eximindo-me da responsabilidade pelos valores abusivos.
— Ah, fala a verdade, a renda mensal de cada uma de vocês era mais do que eu ganhava num ano. — Você comprou esse apartamento logo ao atingir sua maioridade, fiquei sabendo.
— Que absurdo. — De onde tirou isso?
— Um passarinho me contou. — Sei muito de você, inclusive que está há meses afastada do negócio.
— Isso é verdade, iniciei uma união estável com um homem legal, espero que não tenham incomodado o meu companheiro, ele é sério, é do bem e nunca me condenou pelo meu passado. — Mas a polícia já sabe de tudo isso, não é? — perguntei impaciente.
Indiferente, nem se esforçou em ser simpático, duvidou que eu aguentaria viver muito tempo longe das baladas regadas a champanhe.
Fiquei imaginando se o propósito da visita seria extorsão, mas logo descobri tratar-se de outra coisa. Resumirei mais ou menos o seu discurso:
“Vou te dar a real em off, garota: está limpa, nada envolve você no caso. E o fato de ter omitido onde esteve do dia 30 ao dia primeiro não pega nada. Este detalhe foi preciosismo da investigadora, é zero como relevância investigativa.”
Aqui ele mostrou a sua cara:
“Na verdade, vim aqui porque fiquei apaixonado por essa carinha de safadinha e alucinado de tesão pelo seu corpo perfeito de pernas torneadas, coxas grossas e peitos firmes e convidativos. Pena que os biquinhos salientes e apetitosos hoje estejam camuflados pela camiseta, mas eu continuo louco de vontade de chupar seus peitos. E essa bunda redondinha e tentadora é de enlouquecer só de pensar minha boca nela.”
Fiquei sem ação ouvindo o descarado sem noção. Ao conseguir falar, acabei fazendo a pergunta errada:
— O que você está querendo com esse papo atravessado?
— Quero desesperadamente transar com você, minha deusa. Desde aquela época da agência, eu fiquei quase doente de desejos de foder uma princesa como você. Agora que a vi tão pertinho de mim e senti seu cheirinho delicioso de fêmea, fiquei desvairado, tipo cachorro no cio.
— Desculpe, mas parei de fazer programas.
— Tô sabendo disso, por isso vim a fim de uma parada normal e liberal, tipo um encontro do Tinder. Prometo que não se arrependerá; vou fazer você gozar gostoso demais, pois sei dar um trato legal numa mulher e garanto que você vai se apaixonar pelo meu pau.
Acredite se quiser, o indivíduo grosso, fedendo a cigarro, sem beleza e superpretensioso, também tinha o seu atrativo sexual… Pelo menos para mim. Minhas necessidades sexuais são complexas; odeio quando pessoas que me causam rejeição a princípio conseguem se superar, atingindo o meu ponto fraco. Nessa hora deixo o desejo sexual responder por mim e às vezes acabo entrando em roubadas.
A razão perdeu novamente. Descontraí-me, apimentando a conversa e provocando o policial.
— Ainda não vi nada de especial em você; duvido que consiga dar conta de mim. Geralmente os que falam muito ou broxam ou gozam em menos de um minuto.
O cara ficou só me filmando e alisando a barba mal cuidada enquanto eu falava, mas de repente deu um bote, me agarrou e sentou comigo em seu colo, de costas para ele. Soltei um gritinho de surpresa e não consegui escapar das suas mãos ágeis, que invadiram o interior da minha camiseta. Manteve meu corpo colado ao dele à medida que massageava meus seios.
— Para seu pervertido, ou eu grito.
— Eu sei que vai gritar, safada, mas vai ser de tesão quando eu socar fundo a rola na sua boceta e te foder gostoso.
— Me solta, seu tarado, não vai me foder contra a minha vontade!
— Gata arredia! Quando eu começar, você vai implorar para que eu continue — urrava o grosseirão enquanto lambia e beijava a minha orelha.
Com extrema facilidade, ele moveu meu corpo, deitando-me no sofá de pernas para fora. Ficou agachado entre elas enquanto eu continuava presa por suas mãos. Minha camiseta já estava no pescoço, deixando à mostra meus seios.
— Meu Deus! Olha só esses peitos durinhos e empinados; você realmente é uma deusa, garota — disse ele e mostrou ser habilidoso com a boca ao devorar meus mamilos.
Confiante de ter me inserido no seu jogo, o homem abusado e ousado não me segurava mais. Sua atenção se voltou para o meu jeans, o qual ele abriu sem nenhuma delicadeza, desabotoando e abaixando o zíper, para então puxar o tecido, tentando tirá-lo. A minha bunda no assento e pesando sobre o jeans apertadinho dificultava seu intento. Fiz cena, recusando e pedindo para parar, mas levantei sutilmente o quadril, facilitando sua ação. Eu sou mesmo muito puta.
O barbudo não perdeu tempo ao me deixar nua da cintura para baixo, com a periquita peladinha à sua disposição; caiu de boca, fazendo de tudo.
Quando comecei a contorcer sem parar os meus quadris, dando gritinhos denunciando a intensidade do prazer sentido, o abusador, com certeza, percebeu que eu estava dominada e submissa à sua vontade.
Permaneci de olhos fechados, ainda desfrutando do efeito do gozo oral, mesmo sua boca não estando mais em mim. Percebi-o despindo-se das calças e fiquei ansiosa na expectativa da consumação do ato.
Porém, o bruto me abateu, tipo um felino pegando uma jovem gazela para o seu almoço. Fui facilmente carregada por alguns metros, dominada por um mata-leão suave, e colocada dobrada sobre a mesa de jantar. Seus pés afastaram as minhas pernas, meu bumbum ardeu ao levar uma palmada, e um membro cabeçudo começou a roçar da minha boceta ao meu cu, por várias vezes.
Estava agoniada com a demora; era uma tortura. Meu desejo tinha urgência de senti-lo dentro de qualquer um dos meus orifícios.
— Bandido! Você está judiando de mim.
— Fala a verdade, vadia, você gosta de ser maltratada — disse o malvado, dando outro tapa na minha bunda.
— Eu gosto, me machuca, mas me fode gostoso.
Meu carrasco optou pela boceta… Ahh! Que delícia! Eu curti seu membro, que era acima da média, grande sem exagero, proporcionando prazeres sem sofrimentos.
O cara tinha pegada, mas se meus gemidos foram exagerados, a culpa também foi do mata-leão em um dos seus momentos de entusiasmo.
— Você está me sufocando, seu louco — reclamei quase sem voz.
— Para de reclamar e continua a mexer essa bunda, sua vadia — falou, estocando forte em meu sexo, mas deu uma aliviada na gravata e, por fim, liberou meu pescoço, provocando alívio. Suas mãos agarraram minha cintura e ele continuou a me penetrar com toda a força, fazendo-me sentir como se estivesse flutuando.
Realmente flutuava; meus pés saíram do chão, pois o bruto sustentava meu corpo no ar e bombava como um demente.
Ahh! Não conseguia mais ficar calada; os gritinhos e gemidos emitidos em sequência foram apenas por conta do meu tesão insano e dos tremores de satisfação. O estado de êxtase concedido por aquela foda compensou todo o castigo sofrido.
O policial tirou instantes antes de gozar e jorrou sua gosma em minha bunda. Continuei debruçada sobre a mesa, ao ficar temporariamente sem forças nas pernas.
Terminada uma limpeza ligeira do grosso da porra, ele apontou para a garrafa do Jack Daniels no meu barzinho.
— Posso tomar um dedinho — disse ele.
Eu também estava precisando de um gole. Servi uma dose caprichada e bebi um pouquinho antes de lhe passar o copo.
Ele saboreou o líquido precioso, dando três goles; depois voltou ao ataque. Fiz graça tentando fugir e acabei encurralada num canto do sofá. O carrasco me deu mais tapas na bunda e explorou meu corpo todo com mãos e boca após arrancar de vez a minha camiseta.
Parou por instantes, apreciou e elogiou novamente o meu corpo nu. Contudo, voltou a bancar o macho alfa e me forçou a chupar e engolir seu pau.
Em um momento, quando ele parou de ser tão mandão, eu assumi a brincadeira e alternei para uma pegada mais descontraída, sentei requebrando em cima dele.
— Isso aí, gostosa! Rebola essa bunda.
Enquanto eu me acabava rebolando no mastro inserido em mim, pensamentos vagavam na minha cabeça: “Ele não veio me extorquir dinheiro, como imaginei, sua intenção é bancar o dominador para que eu me torne seu objeto sexual. O danado conseguiu parcialmente seu intento, pensei, sorrindo.”
Meu gozo começou suave, floresceu divinamente e chegaria ao ponto máximo se mantivesse aquela sequência de movimentos. No entanto…
— Sai, linda! Se continuar aí, eu vou gozar.
— Goza, quero sentir você despejando tudo! — falei super ansiosa e aumentando o requebrado.
Alcancei o auge do meu gozo, sentindo a firmeza das mãos grosseiras me apertando o quadril ao ser jogada para cima e para baixo. Foi simultâneo ao início dos seus espasmos, fazendo fluir seu sêmen.
Ao findar os movimentos, senti meu corpo anestesiado, até parecia ter tomado uma injeção cavalar contendo o soro do prazer. Desfiz nossa união, mas continuei ajoelhada sobre ele e deixei escorrer o líquido viscoso fluindo de mim para o seu abdômen. Ele ficou sorrindo, apreciando, e disse:
— Você é demais, gata. Sabia que era profissional, mas não imaginei que fosse uma safada tão gostosa.
O homem subiu no meu conceito; não era um mau-caráter ou maníaco, era só mais um pervertido em busca de diversão. Tudo aquilo fazia parte de um jogo sexual.
Na hora da despedida:
— Voltarei semana que vem para repetir a dose, ok? — disse o pretensioso.
— Não terá outra amostra grátis; se quiser, compre o seu próprio Jack Daniels, pois essa garrafa aqui já tem dono — falei, apontando para mim.
— Garota malvada — disse ele após gargalhar. Então se foi.
Posteriormente à sua partida, fiquei propensa a acreditar na possibilidade de não ter problemas significativos em relação ao caso do sumiço da síndica.
Por ora estou mais tranquila e espero não ser "convidada" a depor na delegacia. Mas, se surgir alguma novidade intrigante a respeito, contarei aqui.
Então, bora aproveitar o presente procurando os momentos prazerosos nas coisas simples e possíveis.
Beijos!
Última revisão em: 11/04/2026.

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