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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Meu Quarto Virou Motel

Em um domingo, próximo do Natal de 2019, a Adriana e o Dr. Osvaldo, novamente vieram almoçar na minha casa. Minha amiga Luiza chegou pouco depois para também passar o dia conosco.

Minutos mais tarde, estava de passagem da sala para a cozinha e ouvi as palavras finais ditas pela Adriana:
— … goza rápido demais e depois murcha, me deixando com vontade.
— Tipo o Moacir — falei sem pensar. Cacete! Foi uma pegadinha do meu cérebro.
— O que tem o Moacir, Nicole? — perguntou a Adriana, irmã do cara.
— Não sei. — O que tem ele? — disse rápido, sem olhar para ela.
— Não se faça de sonsa, você acabou de falar o nome dele — interviu minha mãe com um pé atrás.
— Nem percebi, estava de papo com a Luiza e saí pensando alto. — Calma, gente! — falei num tom de pedido de clemência.
As duas ficaram caladas e rolou um clima incômodo. Quebrei o silêncio falando que minha amiga pediu um refrigerante e o doutor, uma cerveja. Fechei a geladeira já com as latinhas nas mãos e saí rapidinho.

Mancada da porra! Pensei. Continuei analisando a frase da Adriana e achei impossível ela estar falando do Dr. Osvaldo, sou testemunha da sua pegada, nunca falhou e gozei em todas as nossas transas. Por outro lado, o Moacir… É melhor deixar quieto.

Voltei para a sala e a amiga, assim como o doutor, ficaram sem graça com a minha presença. Conhecia aquela expressão, ambos se pegaram num amasso na minha ausência, deduzi. A amiga me chamou para ir ao banheiro, caminhamos fofocando escadas acima.

Quando entramos nas dependências sanitárias, fui surpreendida com sua afirmação:
— Vou transar com ele.
— Ele, quem? — perguntei, já sabendo a resposta.
— O advogado, horas!
— Você é doida, onde e como pretende fazer isso?
— Aqui na sua casa, miga. Dá uma força aí, vai!
— Sua louca, a namorada dele está lá embaixo, e ainda tem minha mãe.
— Eu sei, mas mesmo assim você transou com ele naquele dia, não foi?
— Não viaja, Luiza!
— Fala sério, Nicole, estava escrito na sua testa.
Não neguei, nós tínhamos uma cumplicidade. Só queria fazê-la perceber que era mancada ficar invadindo o meu espaço. Contudo, o homem era apenas um ficante de vez em quando, não era um namorado. Preferi relevar e continuar com a amizade dela, mas pretendia tirar proveito desse lance também.
A danada veio preparada, vestia uma minissaia, geralmente usava calça jeans ou shortinho.
Fomos para o meu quarto.

— Fica aí, vou trazer o cara, mas o negócio precisa ser rapidinho. Não vão dar mole e chamar a atenção das duas lá embaixo.
— Você tem preservativo, miga? — perguntou ela, toda acanhada.
— Eu consigo um. Adianta aí tirando a calcinha — falei brincando.

Fui até o quarto da mamãe e roubei duas camisinhas do estoque dela. Desci em seguida, otimista com nossas possibilidades: minha mãe e a Adriana estavam ocupadas fazendo o almoço, imaginei que teríamos quase meia hora antes de sermos interrompidos.

Retornei até a sala, peguei na mão do doutor e fiz sinal para não fazer barulho. Deixei a música rolando sem exagero e subi com ele.

Já no piso superior, falei:
— A Luiza quer transar com você. Tá lá no meu quarto.
— Vocês são duas loucas — disse ele, mas seguiu firme em frente.
Da porta, olhei para a amiga sentada de perninhas cruzadas em minha cama. Sua carinha de medo encheu-me de tesão. Se ela desistisse, eu assumiria de imediato.
— Vai lá, eu fico aqui vigiando — falei e dei-lhe um preservativo.
— Eu devo estar louco também — disse e sorriu. Pegou a borrachinha e entrou caminhando na direção da amiga.
Encostei a porta, contudo, deixei um vão para observar os dois. A doidinha levantou e foi direto para os braços dele, se beijaram longamente enquanto ele passeava com as mãos na bunda da garota e levantou sua saia. A maluca tinha mesmo tirado a calcinha. Ele apertou as bochechas da bundinha nua e esfregou sua parte íntima na dela, ainda sob suas roupas.
O homem não perdeu mais tempo, baixou a bermuda e cueca até os pés, punhetou seu pau, terminando de deixá-lo durão, e cobriu com a proteção. Tudo sob o olhar arregalado da novinha. Curvou a garota apoiada com as mãos na minha cama, a encoxou e brincou com seus peitinhos ao enfiar as mãos por dentro da sua blusa. Ele parecia sussurrar algo em seu ouvido.
No instante seguinte, quando ele pegou seu pau e roçou procurando a entrada da boceta da minha amiga, enfiei a mão por dentro do meu shortinho e comecei a me tocar.
Ela gemeu baixinho e longamente. Ele a invadiu, deduzi, e imaginei seu membro também dentro de mim. Suas mãos masculinas fecharam como duas garras envolvendo aquela cintura fininha. Os dedos de uma mão quase tocavam os da outra, em razão da diferença de tamanho dos dois.
Ele mexia o corpo roçando no dela e eu mexia o meu roçando em minha mão. A menina magrinha parecia uma boneca comparada ao homem que a golpeava num ritmo ainda suave. A garota gemia, tentando não chamar a atenção, era quase um choramingar.

Minutos depois, a doidinha começou a dar gritinhos como se tivesse alcançado o clímax. Ele tapou sua boca com uma mão, prendeu a garota com o outro braço enlaçando seu ventre e passou a dar estocadas vigorosas. A batida dos corpos tinha o som de palmas.
Não aguentei, gozei gostoso na minha mão e não vi mais nada ao fechar os olhos, curtindo um orgasmo intensificado pelo arfar do homem chegando em meus ouvidos. Conhecia bem aquele som característico de quando ele estava gozando.
Caralho! Falei comigo mesma, sentindo-me molhada, abri os olhos e vi uma mancha enorme na minha bermuda.

Abri a porta quando ele tirou de dentro. Fiquei com um tesão louco ao ver seu pau, ainda duro e com a ponta da camisinha cheia de porra.
— Está vindo alguém? — O doutor perguntou, apavorado.
— Não, mas eu preciso trocar meu shorts. Olha o que vocês fizeram comigo — falei, mostrando o ocorrido, parecia ter feito xixi. 
Rimos juntos. Peguei lenços de papel para os dois e tirei minha roupa, inclusive a calcinha, na frente do Dr. Osvaldo. Normal, né? Além de cúmplices, éramos praticamente amantes, tantas foram nossas relações nas últimas semanas.

A vontade de transar com ele era absurda, mas até eu, uma ninfomaníaca das situações perigosas, sabia que seria um exagero de imprudência ceder aos instintos sexuais naquele momento.
— Se der, mais tarde será a minha vez, tá bom? — falei, pegando no seu pau, e olhei para ambos que balançaram a cabeça em concordância.
O negócio, ainda meio ereto, voltou a endurecer na minha mão. Eu permanecia nua da cintura para baixo.
— Vamos lá, só uma rapidinha — disse o tarado, irresponsável.
Era tudo o que precisava ouvir.
— Fica ali na porta, miga — falei para a garota.
— Isso vai dar ruim — disse ela, acabando de vestir sua calcinha.
Dei a borrachinha já fora da embalagem para o homem, a Luiza foi em direção à porta, enquanto eu curvava o corpo apoiando as mãos na minha cama.

Os míseros segundos gastos por ele para pôr a capinha e chegar por detrás de mim, roçando a glande em minha boceta, pareceram uma eternidade.
Ahh! Soltei longamente o ar ao senti-lo invadir-me gostosamente. Comecei a mexer os quadris no mesmo ritmo dele. A sensação de perigo era um gás alimentando meu fogo e causando delírios de prazer. No entanto, ouvi a porra do berro da minha mãe vindo lá debaixo:
— Nicole, vem aqui!!!
Gritei de volta, sentindo uma raiva do caralho, ao invés de medo:
— Tô indo, mãe!!!
A garota deixou a porta aberta e assistia à nossa transa ainda em pleno acontecimento.
O homem não desgrudou de mim e não parou um segundo com as estocadas.
— Para seus loucos! Parece que a dona Helena está vindo — disse a amiga. Não sei se a amiga estava mesmo preocupada ou se estava com ciúmes e tentava cortar o meu barato.
Infelizmente, foi prudente interromper a pegada gostosa, meu parceiro tirou de dentro, deixando-me na maior fissura. Pretendia terminar aquele lance na primeira oportunidade.
Enquanto vestia outro shorts, sem a calcinha, para poder ganhar tempo, falei para a Luiza pegar um estojo porta CDs no armário, enquanto o doutor recompunha sua roupa. Fizemos tudo em poucos segundos.
— Viemos aqui escolher uns CDs antigos que papai deixou para mim, ok? — combinei de improviso com eles.

Desci rápido com minha amiga ao ouvir o segundo grito histérico da minha mãe. O advogado foi ao banheiro, pois era preciso desovar as provas do crime.

Fim.

Última revisão em 10/02/2026.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Uma Tarde Cheia de Surpresas

Durante o sexo virtual praticado com a Sílvia no meio de semana, havia aceitado seu convite para tomar um vinho em sua casa na tarde de sexta-feira. Fiquei meio bolada por ser no mesmo dia do happy hour das três amigas. Seria um golpe? Pensei, mas a Sílvia só saberia do meu lance com seu marido se o próprio apressadinho tivesse contado. Descartei logo essa neura e fui ao seu encontro, pois se o virtual foi bom, imaginei ser melhor ainda ao vivo.


Ela me recebeu trajando um vestido tubinho de cor vinho, coladinho, a ponto de exibir todas suas curvas e detalhes dos seios. A danada parecia estar nua por baixo do tecido leve.

Após as formalidades e já no interior da casa com a porta fechada, recebi um abraço carinhoso da mulher arrojada.

— Tive medo que você não viesse — disse ela.

— Confesso que tive receio de vir — desabafei olhando em seus olhos, ainda presa em seus braços. 

— Não tem porque ter medo de mim, anjinho, só desejo te fazer feliz e lhe dar prazer — falou e deu um selinho nos meus lábios. 

Meu estado de submissão e inexperiência com uma mulher deve ter ficado perceptível, então ela arriscou um beijo de verdade unindo nossas bocas e sugando a minha língua. Participei ativamente do beijo e deixei claro não ter vindo só para uma taça de vinho. 


A propósito, o vinho ficaria para mais tarde, caminhamos até seu quarto e os beijos e amassos continuaram em sua cama.


A Sílvia tirou seu vestido, e realmente era a única peça de roupa a cobrir seu corpo. Nua sobre mim, a mulher carinhosa percorreu sua boca pelo meu ventre e subiu até meus seios fazendo delícias após retirar sutilmente a minha blusa.

A saia saiu em seguida e a calcinha de rendas negras era o único obstáculo entre seus dedos invasores e minha boceta encharcada. Gemi de tesão ao ter a fenda tocada e massageada. Puxei sua cabeça em busca de um beijo, suguei e mordi seus lábios carnudos vibrando com seus dedos brincando com meu clitóris.


Acompanhei ansiosa o seu próximo ato praticado com movimentos delicados, porém não menos safados. A lingerie pretinha desceu sem pressa passando pelos meus pés enquanto observava seu olhar sedutor prendendo os meus. Vê-la deslizando o corpo feito um réptil e invadindo meu espaço para aninhar sua cabeça no vão das minhas coxas, proporcionou-me tanto prazer quanto foi sentir sua língua entrando e saindo seguidamente da minha boceta. Ahh, Deus! Que tesão da porra, gemi feito uma vadia. A danada soube mesmo como me enlouquecer com seus dedos e língua e me fez gozar alucinada em sua boca. 


Invertemos a posição. Eu não tinha prática naquele lance com mulher, minha parceira tinha e ia me orientando. Sua boceta perfumada só com uma faixazinha de pelos, era gostosa de chupar e de tocar com os dedos. Queria retribuir o prazer recebido e praticamente engoli seu sexo ouvindo seus gemidos de delírio… Também saboreei seu gozo quando demonstrou ter chegado ao ápice liberando uma série de esguichos em minha boca.


Instantes após, suspirou deixando seu corpo largado no leito, agradeceu dizendo ter gozado como nunca. Ficamos lado a lado e recebi um abraço seguido de beijo. Depois um desabafo:

— O Moacir jamais me fez gozar assim.

Acreditei, ele era ruim de pau e de língua, pensei segurando um sorriso. 


As surpresas continuaram, Sílvia pegou um cinto com um membro de silicone de tamanho generoso. Também um gel. Olhei ansiosa para o corpo tão feminino "vestindo" o negócio másculo.

Deitamos de lábios unidos e os corpos colados num abraço de desejo. O bagulho estava alojado entre minhas coxas. Fui induzida a virar de costas para ela, tive uma das pernas levantada e seu corpo alojou-se no vão formado. Meu próximo sentimento de prazer foi do pinto artificial deslizando para dentro de mim. Ahh! Aquilo foi tão bom quanto um real, uma vez que a pessoa ao meu lado e a combinação da nossa química foi o fator mais importante daquela transa. Ela, sim, soube me foder gostoso arrancando meus gritinhos e me levando a outro momento de êxtase. Então eu gemi, gemi alucinada, igual uma cadelinha, foi puro deleite.


Teria a oportunidade de recompensar tanto carinho. Coloquei o cinto a seu pedido ajeitando o bagulho na cintura. Lambuzei o pênis com o gel e dei-lhe o tubo. Fiquei observando sua aplicação de uma porção generosa do lubrificante no seu rego, e depois me diverti apreciando seu engatinhar felino para posicionar-se de quatro. Seu bundão dourado ficou arrebitado e ela pediu para eu enfiar no seu cu.


Gente! A mulher era muito fogosa, mexeu e rebolou gemendo feito uma louca, puxou minha mão implorando que tocasse sua boceta em conjunto com os golpes dados em seu ânus com o pinto de borracha. 

No momento do seu gozo eu pingava suor de tanto dar estocadas no seu rabo. 


Após tanto prazer sexual na cama, a curtição parecia não ter fim, ao finalizar essa primeira experiência com uma mulher, ainda recebi muitas carícias sob a ducha durante o banho.


Voltamos ao seu quarto e ela guardou a cinta já higienizada.

— Você usa a cinta para comer seu maridão? — perguntei brincando. 

— Nele eu uso uma com o pênis menor — ela falou sério e ainda mostrou o bagulho de tamanho modesto.


Abriu a garrafa de vinho a seguir para brindarmos ao encontro, fizemos promessas de não ser o último. Entre um gole e outro ela foi se arrumando para sair, iria encontrar minha mãe e a Adriana no barzinho. No caminho a Sílvia me deixaria em casa. 


Era noite quando nos dirigimos à garagem e nos deparamos com um recém-chegado, seu marido Moacir (o ligeirinho). O indivíduo pareceu-me surpreso e contrariado. Poderia ser devido à minha presença incomum em sua residência, ou por ver sua mulher toda produzida pegando o carro para sair. Perguntou aonde ela ia. Ouviu a verdade, afinal, não tinha nada de mais em sair com as amigas, 

Quando ele me fulminou com seu olhar de revolta, fiquei com uma vontade louca de falar: "sua mulher fode infinitamente mais gostoso que você, seu chifrudo". 

Contive o meu riso com muito esforço enquanto a Sílvia ligava o carro, saindo a seguir garagem afora.


Por ora, é isso, beijos!


terça-feira, 15 de novembro de 2022

Happy Hour Só para Chifrudas

Ao anoitecer do mesmo dia do fracasso sexual cometido pelo chantagista do Moacir, atendi uma chamada no telefone fixo.

— Alô? 

— Helena?

— Não, é a Nicole. 

— Oi! Nicole, é a Sílvia. — Posso falar com sua mãe? 

— Ela está no banho — respondi e pensei: caralho! Será que ela soube da presença do seu marido na minha casa?

A mulher é a esposa do Moacir e cunhada da Adriana. Vai dar treta, pensei.

Ela não desligou, continuou me alugando com um papo de mulher casada. Disse que seu marido não a valorizava mais, assim como a Adriana também estava com as expectativas frustradas com seu namorado, o Dr. Osvaldo.

Resumindo, a mulher pretendia agendar um happy hour só para as três amigas na sexta-feira. Talvez ela estivesse fundando o clube das cornas.

Após seu papo inicial, a princípio fui possuída de um sentimento solidário, em razão de ter conhecido intimamente seu parceiro. Reprovei o cara no meu “test drive”, foi uma droga de amante. Enfim, quem mandou ela casar sem testar bem a mercadoria, né? Mas não poderia dizer nada disso a ela, guardei comigo meus segredos e opiniões.

No momento seguinte, meu instinto de sobrevivência questionou-me: fujo ou compro uma arma? Afinal, transei com os três homens daquelas três amigas, e as chifrudas poderiam estar planejando me queimar viva numa fogueira, pensei rindo comigo mesma.

Nesse ínterim, minha mãe desceu e assumiu a conversa. Depois ouvi ela confirmando presença na baladinha das cornudas.

É um tipo de rolê que eu não iria, julguei.


No dia seguinte a Silvia ligou novamente…

— Minha mãe ainda não chegou, ela está no curso — falei ao identificar sua voz. 

— Eu sei, querida, liguei para falar com você.

Fodeu! Pensei. 

A mulher parecia alegrinha e estranha, elogiou minha voz dizendo ser sensual e pediu para eu aceitar uma chamada de vídeo no WhatsApp, gostaria muito de me ver falando.

Não posso recusar, a mulher sabe meu endereço e pode bater aqui, pensei desanimada. Aceitei logo para ver qual era a parada.

Já havia visto a Sílvia em outras oportunidades, inclusive de biquíni. Tinha cerca de trinta anos, pele dourada e cabelos escuros. Sua beleza se encaixaria na categoria nomeada “mulherão”, em  minha opinião.

Abri a câmera, ela sorriu e mostrou uma taça de vinho tinto em sua mão. Brindou dizendo: "Tim-tim". Com certeza já estava meio louca. Deu um gole e fez biquinho de aprovação.

Acabara de sair do banho, deduzi pelo seu traje e aparência: vestia um robe atoalhado de cor bege, em seu rosto não havia vestígios de maquiagem, combinava com seus cabelos molhados e bagunçados, isso lhe dava uma expressão selvagem e sedutora.

Nos instantes seguintes a mulher me azarou grandão dizendo que meu rosto era lindo, meu olhar sedutor, minha boca lhe causava desejos, etc. 

— Gostaria de vir aqui tomar um vinho comigo? — Eu vou aí te buscar, assim, só de robe. 

— Sua louca! — falei com carinho e sorri — hoje eu não posso.

— Sua voz me excitou tanto, lindinha — disse ela passando a língua nos lábios. 

Aquele papo de sedução ficou estranho, eu não sabia como reagir e achei melhor não rejeitá-la, poderia ser um jogo de vingança e a minha indiferença a deixaria com raiva. 


Enfim, a safada não demonstrava nenhum pudor e parecia não estar se importando das imagens ficarem gravadas. Talvez confiasse em minha discrição, ou melhor, no meu bom senso.

Em uma atitude de assédio descarado, afastou o celular para aumentar o ângulo da imagem, abriu totalmente seu robe exibindo a nudez do seu busto dourado. Continuou movimentando a câmera e deu um close-up da sua mão tocando sua boceta. A danada deu gemidos com sofreguidão murmurando:

— Ah! Meu anjo, queria tanto sentir sua boca em mim. 

Não foi constrangedor, havia harmonia na sua atitude e modo de falar. Curti sua ousadia e desenvoltura, a ponto de também agir de impulso me tocando ao meter a mão por dentro do meu shortinho úmido. 

— Amaria estar contigo nesse instante e poder te dar prazer brincando com minha língua no seu sexo, e tocá-la descobrindo seu ponto G com seu dedo mau — disse ela. — Garanto que te levarei à loucura, meu anjo — concluiu.

Foi nessa hora que eu gozei e não segurei o gemidinho. Deixei-me levar pela putaria online.


Dois ou três minutos depois, ouvi o som do carro da mamãe em nossa garagem, encerrei o sexo virtual, mas a contragosto, em razão de já estar totalmente envolvida pela sedução daquela louca. No entanto, antes de desligar havia aceitado seu convite para uma taça de vinho em sua casa na primeira oportunidade.

Larguei o celular e corri para trocar o shortinho molhado. 


Por ora, é isso, beijos!


sábado, 12 de novembro de 2022

O Produto Apresentou Defeito

Fui agraciada por uma sensação de liberdade ao acordar com o sol de Salvador iluminando o quarto do hotel. Estava livre do tiozão mafioso, e ainda teria um domingo inteiro de estadia grátis.

Liguei para o meu pai para informar o horário do meu voo de retorno.

— Infelizmente não poderei voltar a tempo, filha, estou a serviço e retornarei para a Costa do Sauípe somente amanhã.


Após um papo rápido, pois ele foi evasivo demais evitando minhas perguntas, conclui que a impossibilidade dele me encontrar seria devido alguma imposição do Paizão. Achei melhor deixar quieto, curtir o meu último dia em Salvador e voltar para casa. Ligaria para ele na segunda-feira.

Também não vi mais a Rúbia e sua tia.


***


Alguns dias depois da minha volta 


— E aí, Nicole, como ficamos? Não aceitarei outra desculpa.

Era o Moacir ao telefone fazendo nova cobrança, estava em débito com o cara e minha dívida precisaria obrigatoriamente ser paga com meu sexo. 

Um dia antes de viajar para a Bahia, ele flagrou-me na casa do doutor Osvaldo (namorado da sua irmã Adriana), apenas a camisa do doutor cobria meu corpo na ocasião, evidenciando a prática de atos sexualmente explícitos momentos antes.

Essa história está em meu conto: "Pagando por Cumplicidade e Silêncio".


Mesmo sem o chantagista possuir uma prova concreta, ainda assim a exposição do caso desencadearia uma série de complicações, pois a minha simples presença na casa do Dr. Osvaldo já era um problemão, mamãe acreditava que eu estivesse chegando em Ribeirão Preto naquele horário. Seria o caos, e eu como pivô dessa droga toda.

Para evitar tantos transtornos e salvar minha pele e também a do doutor, era mais fácil eu administrar de boa essa chantagem e pagar logo, doeria menos abrir as pernas para o Moacir.

Marcamos em minha casa naquela tarde, após recusar seu pedido para irmos num motel. 


Saí do banho e vesti um shortinho e regatinha. Não caprichei na produção, o cretino não merecia. 


Ele chegou próximo das 16h. Permanecemos na sala e preparei dois drinks para nós.

— Você continua se encontrando com o Osvaldo? — perguntou o enxerido.

— Não, aquela foi a primeira e única vez, como já disse antes, aconteceu por acaso após ele me fazer um favor.

— Afinal, você veio aqui para me interrogar ou para transar? — falei matreiramente acariciando seu pinto por cima da sua roupa, pretendia acabar logo com aquilo.

Ele ficou animadinho, acariciou meu rosto e tentou me beijar. 

— Sem beijo, eu só vou transar com você, não vou namorar. 

Ele iniciou uma DR, mas parou de resmungar quando ajoelhei entre suas pernas e libertei seu membro, brinquei com ele com mãos e boca até ficar completamente rígido. Quando intensifiquei o boquete ele segurou minha cabeça enterrando os dedos nos meus cabelos, mas logo pediu para eu parar. Estava a ponto de gozar, supus.

Afastei um pouquinho e tirei minha regata, peguei dois preservativos no bolso do meu shortinho e dei um para ele.

— Sem proteção não rola — falei.

Enquanto ele se despia da cintura para baixo, tirei minha segunda e última peça de roupa ficando peladinha diante dele. 

O homem maduro de uns trinta e poucos anos comentou novamente sobre a possibilidade da minha mãe chegar.

— Não tem perigo, ela nunca chega antes das 19h, fica tranquilo.


Seu pênis amoleceu quando tentou colocar a capinha. Com minhas mãos deixei seu negócio rígido novamente. Ajeitei o preservativo na minha boca e posicionei sobre sua glande. Desenrolei a borrachinha com os lábios até seu membro entrar em minha garganta. Nessa altura, a camisinha já estava devidamente colocada.

Por que não aproveitar o momento mesmo sendo uma chantagem? Pensei. Levaria de boa curtindo o instante. Sentei de pernas abertas sobre o membro e soltei meu peso devagar sentindo seu deslizar até chegar ao fundo. Comecei a mexer bem devagar curtindo o volume em meu interior. Com as mãos apoiadas nos ombros do cara, olhei para ele com minha carinha de quem gosta de safadeza e está pedindo para ser fodida gostoso. Todavia, a expressão do Moacir era de incômodo, retraiu seu corpo e percebi sua tentativa de evitar um gozo prematuro. 

Ele segurou forte em minha bunda fazendo eu parar com os movimentos… Tarde demais, seu espasmo denunciou sua ejaculação precoce. Tentei prosseguir com a transa, mas seu negócio amoleceu em segundos.

Enfim, saí de cima ouvindo seus pedidos de desculpas.


Após retirar a capinha cheia, chupei seu pau melado de porra e tentei trazê-lo de volta à vida… Não rolou.

Pedi para relaxar e fui preparar outros drinks. 


Após servi-lo e dar um gole no meu, deitei no sofá com as pernas dobradas e fechadas. Fiquei quietinha olhando seu semblante pensativo ao bebericar em seu copo.

— O que foi? — perguntou sério. 

— Estava aqui fantasiando ter a sua língua entre minhas pernas — falei com meu jeitinho de devassa e abri as pernas. 

Ele deixou o copo na mesinha e veio com a boca em meu sexo. Chupou minha boceta e enfiou a língua e dedos por vários minutos. Apesar do seu esforço, não rolou uma química entre nós, faltava algo naquela relação. 


Acho que o gosto do meu sexo animou o indivíduo, pois de repente seu pinto ganhou vida renovando as esperanças. Nem tudo está perdido, pensei.

O fulano demonstrou desejo e agilidade ao montar em mim. Deixaria a foda rolar, mesmo sem preservativo, estava ansiosa para quitar logo aquela conta. Também desejava chegar ao clímax antes que o meu parceiro "desse defeito" novamente.

Foi fácil a introdução em meu sexo molhado por sua saliva e também pelo meu desejo momentâneo.

Senti firmeza nas estocadas iniciais, se ele mantivesse o ritmo eu chegaria rápido a um gozo gostoso. Porém, mal comecei a gemer e já senti seu tremor e a ejaculação nas minhas entranhas. Foram míseros segundos entre a penetração e o bagulho amolecer de novo.

O homem ficou muito nervoso, como se a culpa fosse minha. Dessa vez nem com toda disposição do mundo seria possível ressuscitar o negócio morto e inserido lá dentro, imaginei.


Felizmente o sujeito saiu de cima de mim sem esboçar violência. Fiquei sentada de pernas e braços cruzados assistindo enquanto o carrancudo e incomunicável se vestia. Deu até medo de perguntar algo.

Em seguida disse tchau e foi embora. 


O Moacir deve ter entendido, perdeu sua oportunidade e não haveria uma próxima vez. Nem com toda a chantagem do mundo. O incompetente teria mais a perder, caso eu revelasse para os outros o seu fiasco como amante.


Por ora, é tudo, beijos!


terça-feira, 8 de novembro de 2022

Fodeu, Papai! A Casa Caiu

Papai costumava chegar mais cedo nas sextas-feiras, isso nos dava tempo de sobra para transarmos antes que minha mãe chegasse.

Era de praxe iniciarmos na cama do casal, dava mais tesão ao arriscar deixar provas do crime no território da adversária.

Sexo oral fazia parte das preliminares na maioria das vezes, o danado quase sempre me levava ao gozo com sua língua e dedos mágicos que conheciam o caminho do meu ponto G. 

Dificilmente ele gozava durante meu boquete, gostava de segurar para prolongar o tempo da sessão de foda e ejacular muito na parte final. Porém, nesse dia, não pediu que eu parasse, nem eu queria parar. Chupava e engolia seu membro que a cada minuto parecia ainda mais delicioso. Meu pai enterrava os dedos em meus cabelos forçando minha cabeça durante o vai e vem em minha garganta. Com certeza, era o melhor boquete que já fizemos, a ponto dele gozar na minha boca desta vez. Seguiu dando pressão e expelindo seu líquido viscoso e ordenou que eu engolisse tudo para não deixar nem uma gota sobre o lençol. Era nosso joguinho em que ele mandava e eu obedecia. Desejei aquele instante nas várias fodas praticadas com ele anteriormente.


Ao terminar as pulsações do seu pau, tirei a boca e levantei o tronco. Fiquei ajoelhada entre suas pernas abertas, ele permaneceu deitado defronte a mim com sua cara de tarado. Olhei para o homem com minha carinha de saciada, passei a costa da mão no canto da minha boca para conter um restinho do sêmen que tentava escapulir. 


Fui ao banheiro da suíte lavar a boca, ele veio atrás. Convidou-me para a brincadeira do banho de espumas. Adoro essa parte da diversão, o contato dos nossos corpos lisos e ensaboados pelo sabonete líquido, o esfregar da minha pele na dele e as trocas de carícias íntimas era uma loucura. 

Instantes depois, seu pau estava novamente no máximo da rigidez. Ele encurralou-me na única parede de azulejos do box e brincou esfregando a glande do meu rego à minha boceta, indo e vindo judiando de mim que estava implorando para ser penetrada. 

O homem atendeu ao meu pedido… Oooh! A invasão foi no meu anelzinho. Apesar da sua calma e cuidado, ainda assim, o início foi dolorido demais, como sempre.


O sofrimento foi passageiro e insignificante, visto que a parte deliciosa chegou e tomou conta daquele ato anal. Curtia cada estocada apoiada com as mãos na parede e mantendo meu corpo curvado. Os gritinhos de deleite eram sonoros e estridentes. Quanto a minha simulação de choro, e recusa, eram teatrais:
— Não, papai, paaara!
— Cala a boca, sua putinha! Mexe gostoso essa bunda!

Amava nosso teatrinho, um jogo de perversão que dava mais tesão quando ele me pegava por trás de um modo tarado bombando forte seu cacete no meu cu.


— Seu filho da puta!!! — ecoou um grito no cômodo. 


Puta que pariu! Mamãe surgiu do nada, havia chegado em silêncio e nos flagrou praticando aquela cena para lá de depravada.

Nem senti quando ele arrancou seu pau de uma só vez da minha bunda. 

A dona Helena estava enraivecida por confirmar suas suspeitas de traição, partiu para cima dele aos tapas e palavrões. Meu pai recuou se defendendo com as mãos e pedindo que ela se acalmasse.

Minha mãe agarrou meu braço com uma força descomunal e praticamente jogou meu corpo para fora do banheiro após arrastar-me até a porta 

— Sai daqui! Minha conversa com você será depois — disse consumida pela raiva. 

A ira dela parecia só aumentar, pegou a escova de banho, uma de cabo longo, e voltou à ofensiva contra o homem  peladão, encurralado no pequeno espaço de vidro. Os ânimos estavam muito exaltados, todos gritavam e ninguém ouvia. Pedia para se acalmarem, mas nem os distinguia mais; parada próxima da porta do banho, só conseguia perceber dois vultos através do vidro verde coberto de vapor. De repente ouvi um impacto forte e o grito do papai:

— Helena!!! 

Corri para a entrada do box e vi mamãe caída no chão molhado com o rosto colado ao vidro. Ela não se mexia, e o corpo numa posição que parecia uma rã morta.

Gritos e desespero total da minha parte. 

— Você matou minha mãe — fiquei repetindo aos prantos. 

Ele se defendeu dizendo que ela escorregou e caiu sozinha. Chamei o homem de mentiroso, entre outras coisas, e ia mexer com minha mãe para ver se estava viva. 

Meu pai falou para não tocar nela, ou poderia ser prejudicial.

— Ela está respirando, vou chamar o resgate — disse e saiu correndo. 


Os paramédicos chegaram rapidamente e fizeram os primeiros atendimentos no local. Quando a carregaram para dentro da ambulância, ela já estava consciente. 


Mais tarde no hospital:

A dona Helena é durona, ganhou uns hematomas no rosto e uma luxação no braço, nada grave. Teria alta no mesmo dia, mas só voltaria comigo para casa, depois que meu pai saísse de lá com suas coisas, foi a exigência dela. 


Deu Ruim para o seu Flávio, e foi pior que ele podia imaginar. O caso não seria só uma questão de incesto e traição conjugal, muito menos ficaria só em família. Ele responderia por violência contra a mulher. Minha mãe prestou queixa de agressão, além de acusá-lo de abuso sexual de menores. 


Abaixo, a versão resumida que meu pai contou para a delegada. Anteriormente, havia contado uma semelhante para mim. 

"Minha esposa chegou e ficou muito nervosa ao descobrir a traição. Puxou a Nicole para fora do banho e voltou muito alterada caminhando com dificuldade no piso molhado e liso. Quando ela tentou golpear-me com a arma improvisada (a escova), fui mais ágil e consegui desviar da pancada. A Helena deu o golpe no ar e escorregou perdendo o equilíbrio; na queda ela bateu seu rosto com muita força na parede de vidro. E permaneceu inerte enquanto eu fui solicitar uma ambulância."


Versão resumida contada pela minha mãe:

"Fiquei desconfiava de estar ocorrendo alguma perversão em minha casa, encontrei vestígios de atos sexuais por mais de uma vez. Pensava num modo de flagrar meu marido.

Comecei nesta sexta-feira, voltando para casa num horário alternativo. Aconteceu de flagrá-lo na minha primeira tentativa, peguei o canalha praticando sexo com a minha filha. No mesmo instante fiquei com o estômago embrulhado imaginando ser diária aquela cena nojenta. Perdi parte do controle e peguei a escova de banho para afastá-lo da minha filha e, ao mesmo tempo, defender-me.

No instante seguinte, ao interpelar o pervertido, levantei a escova somente com a intenção de intimidá-lo para que não viesse para cima de mim. Ele reagiu com brutalidade me agredindo com um soco no braço e chutou-me dando uma solada no meu quadril quando eu já estava sem equilíbrio. Caí e bati de frente contra o vidro, senti uma dor horrível na cabeça e devo ter desmaiado. Lembro de ter acordado somente no interior do carro de resgate."


Minha versão resumida contada para a delegada:

"De onde estava, eu só conseguia distinguir dois vultos através do vidro verde embaçado pelo vapor. Ouvi o barulho de impacto e corri para o interior do box. Encontrei minha mãe já caída e desmaiada."


Quanto ao fato da acusação de abuso sexual: disse para a delegada que foi consensual o sexo entre nós, eu já tinha quinze anos e permiti desde o início. Meu pai nunca me forçou a nada e jamais recorreu à força ou foi violento comigo. Muito menos foi-me oferecido dinheiro.


Horas antes, no hospital, havia combinado com papai que contaríamos a verdade sobre nosso lance sexual, não havia mais como esconder. Todavia, quanto à data de início da relação, seria sensato mentir dizendo que começamos nas duas últimas semanas, e com minha permissão, óbvio. 


Enfim, meu pai saiu de casa e os dias seguiram adiante. Ele não foi preso, posto que a acusação de agressão não foi comprovada. Ao final daquela parte da história, além do divórcio do casal, o homem também foi sentenciado com uma medida restritiva e não poderia se aproximar de mim ou da minha mãe.


Quanto a mim, fui considerada uma vítima da situação e obrigada a fazer terapia. Disseram que eu estava sofrendo da Síndrome de Estocolmo, porque defendia meu pai, mesmo tudo conspirando contra ele. 


Por ora é isso. Beijos!


A definição “formal” da Síndrome de Estocolmo é: a vítima de agressão, sequestro ou abuso, desenvolve uma ligação sentimental ou empatia por seu aproveitador.