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quinta-feira, 14 de junho de 2018

13 - Sereia do Rio

O dia seguinte ao da troca do meu cliente pela dondoca milionária foi punk ao extremo; ouvi cobras e lagartos do meu chefe assim que cheguei ao evento naquela tarde de quinta-feira. Ele parecia uma serra elétrica, despedaçando meu corpo sem piedade. Quando entreguei os 2 mil para compensar parte do prejuízo que causei, a bronca do homem diminuiu. No entanto, eu nunca diria quanto realmente lucrei com a mudança de programa, ou teria que "doar" muito mais do que os 2 mil.

O esporro chegou ao fim e fui para o stand cumprir minha jornada. O coroa que dispensei no encontro da última noite ligou para o booker antes da minha chegada e me fodeu grandão. Eu já esperava por isso; fui alertada várias vezes de que os clientes (principalmente os milionários) tinham poderes dentro da agência.
Fiquei preocupada com meu futuro naquele emprego. Ainda assim, os clientes agendados para quinta rolaram de boa. O de sexta estava confirmado, posto que era com o meu coroa de Blumenau (o Matheus). Porém, o de sábado, que nós sempre ficávamos sabendo com antecedência, foi cancelado. Todavia, ouvi nas fofoquinhas internas que outra garota iria atendê-lo. Comecei a desconfiar que estava indo para o banco de reservas. Era o momento de começar a agitar com urgência meu negócio de freelancer, ou não ganharia nem para o salão de beleza no final do mês.

Enfim chegou a sexta-feira e o encontro com o Paulo Henrique. Coloquei todos os problemas dentro de uma gaveta e tranquei com chave; eu só queria curtir aquele dia.

Contudo, o tão esperado novo encontro não teve o mesmo requinte do nosso primeiro, uma vez que o anterior ele havia preparado especialmente para o amor de sua vida, sua mulher, que ele tentava reconquistar. Eu, naquele momento, era apenas sua curtição e esforçava-me para não cair de cabeça; sabia o quanto seria difícil nosso envolvimento amoroso e que nossa relação não passaria de um negócio.
Ser a profissional me bastava naquele momento; precisava ter uma renda para cumprir meus compromissos mensais e tentaria fazer um pé de meia.

Nosso encontro foi em um restaurante escolhido por ele, daqueles que você paga até para respirar. Com certeza o valor da conta seria superior em algumas vezes ao valor que ele me pagaria por duas horas de sexo. Durante o almoço, enquanto discutíamos um assunto erótico e ele fazia algumas perguntas sobre minha vida pessoal, eu compartilhei com ele algumas informações sobre meu passado e presente, mas não em detalhes. Gostei do seu interesse e achei que ele não me via apenas como uma garota de programa. Considerei sua atitude como uma demonstração de carinho.
Logo em seguida, fomos para sua casa, que naquele dia não tinha velas, incensos nem o clima de mistério, mas ainda assim permanecia linda e aconchegante. A banheira cheia de água e aromatizada com sais perfumados nos aguardava. Ele colocou um som para rolar, e a melodia suave sugeria um striptease; não o decepcionei e dancei para ele enquanto tirava meu vestido.
Ele interrompeu minha dança por um instante, retirou uma caixinha do bolso do blazer e a abriu lentamente, revelando um par de brincos com pingente... Gente! Que coisa linda! Deu para notar que era uma joia. Em outra ocasião posterior, ele mencionaria que era um anel de ouro 18K com pontos de brilhantes — ou seja, não era para ficar exibindo em qualquer lugar. Concluí que ele daria para sua ex no dia em que nos encontramos no restaurante. O mesmo dia em que ela lhe deu o bolo.

Não demonstrei falsos princípios dizendo que não poderia aceitar; eu amei e quase gritei de felicidade ao receber o presente. Era o maior mimo que já havia recebido em minha vidinha.
Depois de substituir as bijuterias em minhas orelhas pelas preciosidades que acabara de ganhar, continuei com minha dança maliciosa. Ele tirou seu blazer e dançou comigo.
Aos poucos nos despimos entre muitas carícias preliminares e novamente fui carregada em seus braços até o interior da banheira. Ele repetiu o ritual do abraço por trás e fui imediatamente penetrada; cavalguei em seu membro, curtindo meu orgasmo precoce. Era somente o primeiro de uma série que teria naquele encontro.

A tarde de prazeres foi até o anoitecer… Caraca! Teria que me mandar rapidão; havia marcado com o Matheus às 20 horas, em seu hotel, e só tinha mais meia hora para chegar lá.
Infelizmente tive que recusar o convite do gato quarentão para continuarmos nossa diversão. Expliquei o motivo da minha pressa: não poderia faltar ao trabalho de maneira alguma, pois a minha permanência na agência estava por um fio. Ele disse que era uma pena, tinha planos de passarmos o fim de semana juntos. Putz! Balancei legal, queria muito ficar com ele. Não fosse a minha luta na tentativa de sobreviver financeiramente, teria feito bobagem. Deixei claro que sua companhia era maravilhosa, era tudo o que eu queria naquele momento, mas infelizmente precisava cumprir compromissos agendados.
Com um esforço enorme, falei que estava indo. Ele me deu mil reais, quatrocentos a mais do que o combinado, além dos brincos que deveriam valer muita grana. Mesmo feliz, eu ponderava se, em um futuro próximo, ele viria a cobrar-me algo em troca por ter sido tão generoso comigo.
Ele não permitiu que eu fosse de táxi, fez questão absoluta de deixar-me no hotel onde eu teria meu encontro. Acabei aceitando para não chegar atrasada demais.

E, como eu temia, o imponderável aconteceu: o Matheus desceu de um táxi logo atrás de nós, no exato instante em que eu descia do carro do Paulo Henrique. Os dois trocaram um cumprimento frio, para não dizer ameaçador… Aff! Até gelei. Depois fiquei sabendo, pelo Matheus, que eles se conheciam, mas não de suas áreas de trabalho e, sim, de buffets e outros tipos de encontros em que circulam o pessoal da high society.
Meu coroa até que tentou esconder sua irritação ao me ver saindo do carro do meu novo cliente; contudo, o par de brincos é que foi o ponto alto da sua irritação. Na pressa, havia esquecido de tirar as preciosidades. Depois, não julguei necessário inventar uma mentira; contei que ganhei do meu cliente.

Os acontecimentos das últimas horas influíram em nossa noite de sexo, felizmente para o bem, posto que o Matheus, quando ficava com raiva, me fodia com estocadas brutas e tapas na minha bunda com a intenção de aplicar-me um castigo. A coleção de impropérios também era vasta: putinha e vagabunda eram os seus favoritos. O homem mandão queria que eu me sentisse humilhada. Se ele soubesse que tudo aquilo só aumentava o meu tesão, ele ficaria com mais raiva ainda, hahaha.

Quando ficou mais calmo, depois de deixar minha bunda vermelha, ele comunicou que iríamos para Camboriú pela manhã e voltaríamos no domingo à tarde. Eu achei que o convite de última hora foi apenas para não me deixar solta naquele fim de semana. Fosse qual fosse o motivo, eu amei, adorava aquele lugar e curtia principalmente a noite, que era bem animada e cheia de opções.


Camboriú

O dia naquele paraíso serviu para repor as energias; estávamos em uma pousada distante do centro e o homem parecia estar mais relaxado, mas ainda com o semblante sério. Ao final de uma tarde de praia e degustação, retornei sozinha para a pousada, enquanto meu coroa permaneceu na praia papeando com dois homens que eram seus conhecidos.

As luzes do fim de tarde, aroma de praia e a brisa gostosa fazem a gente imaginar que, se existisse um paraíso, ele deveria ser parecido com aquilo. Deitei-me em uma das redes da varanda e fiquei apreciando o pôr do sol que deixava o mar com tons de dourado. Adormeci com a tranquilidade do lugar.

Acordei assustada ouvindo alguém chamar meu nome, ao mesmo tempo em que senti uma mão alisando meu bumbum. A mesma foi retirada rapidamente. Tive a impressão de ver um vulto correr para detrás da varanda assim que abri os olhos; já era noite. Fiquei atordoada e tentei entender se o que tinha acontecido foi real ou sonho.
Ouvi novamente uma voz; era o Matheus. Ele adentrou a varanda e, para variar, já chegou apavorando, dizendo para eu tirar o biquíni e vestir algo apropriado para jantarmos com seus amigos. A seguir, deu-me a má notícia: mais uma vez ele teria que dar uma corridinha até Blumenau, pois foi solicitado por sua família. Voltaria pela manhã.
Que merda! Teria que ficar sozinha novamente e não curtiria a noite animada do lugar.

Depois do jantar em que os homens só falaram de política e negócios, o Matheus partiu para sua casa em Blumenau. Eu fui novamente para a varanda sentir a brisa e fiquei me lamentando, já que perderia outra noite de agito. Acreditava que a mão em minha bunda, horas atrás, tivesse sido um sonho. Aff! Quase desmaiei de susto quando senti duas mãos cobrindo meus olhos; no entanto, apesar de surpresa, fiquei tranquila ao reconhecer a voz que disse:
— Adivinha quem é?
Era o Nicolas; meu coração, acelerado pelo susto, começou a bater de alegria. Eu quis enchê-lo de beijos, mas antes perguntei se foi ele que me tocou horas atrás. Após sua confirmação, dei-lhe um tapinha de brincadeira, depois o enchi de beijos e só então olhei ao redor, preocupada se éramos observados.
Ele não era hóspede da pousada; achei prudente irmos caminhar e beber algo em algum barzinho discreto e distante.

Nícolas era o gato sarado que eu recebi na suíte de um resort em que fiquei com o Matheus cerca de três meses antes (capítulo: Pausa para Namorar). Naquela manhã (lá no resort), após uma noite de sexo dos bons, adormecemos e o meu coroa quase nos flagrou ao chegar de repente quando iniciava o dia. O gato teve que sair pela janela do segundo andar e nunca mais tivera notícias suas, até aquele momento.
— Então você sobreviveu à descida da janela naquele dia.
Ele riu e disse que não foi difícil. Lembrou-me das nossas camisetas trocadas e disse que ainda guardava a minha com carinho. Contudo, ele foi muito evasivo quando perguntei o que ele veio fazer naquela pousada, já que revelou não ser hóspede. Disse que teria negócios em Itajaí segunda-feira e aproveitou para relaxar na praia no final de semana. Achei que era muita coincidência, mas não fiquei procurando fantasmas, já que nosso foco mudou rapidamente para um monte de barcos ancorados logo à frente no rio Camboriú.
Trocamos olhares com cara de cumplicidade e falamos ao mesmo tempo:
— Que tal uma volta de barco?
Sorrimos por termos a mesma ideia maluca. Antes, passamos em um bar e pedimos duas bebidas em copos descartáveis e, a seguir, fomos para o ancoradouro.
Ele examinou para ver qual barco era o mais viável de ser pego "emprestado". Escolheu um pequeno, dizendo que chamaria menos a atenção, e nós o invadimos. Estava adorando a ideia e a adrenalina, mas teríamos que sair rápido ou seríamos vistos facilmente.
— Você sabe manejar este bagulho?
— Claro, linda, navego desde moleque.
Ele não teve dificuldades para ligar o motor. Temerosa, fiquei observando se alguém se manifestava enquanto a gente se afastava rio adentro.

Seguimos com o barco até um lugar ermo; havia casas na margem escura que pareciam abandonadas. Não perderíamos mais tempo navegando; entre beijos e amassos, ele ergueu minha regata e meu top para sugar carinhosamente meus mamilos enrijecidos.
Durante as carícias, ajudei-o a se livrar de sua camiseta e deslizei minhas unhas pelo seu peito de pele parda e bíceps avantajados enquanto o enchia de beijos e mordidinhas. Cheguei ao seu membro duro e sufocado pela bermuda, que foi retirada em segundos, e matei sua vontade e a minha devorando seu pau.
O desejo da penetração era maior que o receio de sermos flagrados. Tirei o meu shortinho junto com a calcinha e me acomodei, sentando em seu colo e sentindo seu corpo quente durante a devassidão de um beijo e um abraço apertado.
Livrei-me da regata e do top; peladinha, acomodei-me sobre ele naquele barco de pouco conforto para unirmos nossos sexos. Afaguei seus cabelos cacheados e soltei gemidinhos, saboreando a sua pegada firme.

Soltei um gemido mais forte, que não era de tesão, era de dor; bati meu joelho na quina de uma madeira durante um movimento mais brusco. Além do choque, a dor foi absurda. O gato deve ter pensado que me fez chegar ao orgasmo em tempo recorde, então intensificou suas estocadas. Procurei acomodar minha perna de uma maneira que aliviasse a dor, pois não queria cortar o barato dele, mas senti uma cãibra terrível na perna machucada e implorei para que ele parasse. O despreparado deve ter imaginado que se tratava de um jogo sexual, levantou-me em seus braços e segurou-me agarrado em minha bunda. Com seu membro ainda socado dentro, deu-me estocadas alucinantes e chegou ao gozo entre urros e movimentos que balançaram muito o barco e acabou dando ruim… caímos dentro d'água.
Fomos para a margem enquanto explicava que meus gemidos eram de dor e cãibras. Demos muita risada e concordamos que o barco era muito desconfortável para ter relações sexuais.

O desejo de continuar nossa transa me consumia. Havia uma casa logo à frente que parecia estar desabitada, então chegamos próximo à janela para sondar e deu para notar que era um quarto e cozinha, parecendo estar abandonado. Decidimos entrar (no caso, invadir).
Enquanto ele se virava para abrir a porta, eu curtia a situação: pegar um barco sem permissão, transar em público e invadir a casa de alguém. Era lenha para minha fogueira.

Entramos. A casa era simples e sem eletrodomésticos, somente alguns móveis, sendo que tinha o principal: uma cama de casal. Ele também achou um brinde que o morador deixou para nós: uma garrafa de Ypióca Ouro pela metade. Servimo-nos e, sem perder mais tempo, continuamos com nossa atividade sexual enquanto bebericávamos o veneno.
Talvez não fosse pelo nível de bebida, e sim pelo frenesi da situação que abrimos mão de preservativos — mesmo porque não tínhamos nenhum conosco.
Eu curti de montão meus momentos de êxtase e as pegadas em variadas posições.

O ato final iniciou-se após o homem colocar-me de quatro na cama daquele casebre. Prendi a respiração quando começou a enfiar em minha bunda e só soltei o ar e voltei a inspirar quando o senti bem no fundo. Suas primeiras estocadas vigorosas me levaram ao paraíso.
Sem pressa para acabar, ele golpeou-me, extraindo meus gemidos despudorados por vários minutos de intenso prazer… Ahh! Quando senti seu sêmen preenchendo cada vãozinho do meu rabo, foi impagável.

Instantes depois, apaguei e não sei por quanto tempo dormi. Acordei assustada; pensei ter ouvido o motor de um barco. Chamei baixinho pelo Nícolas; enquanto virava o rosto para o lado, vi que estava sozinha na cama. Repeti seu nome algumas vezes e não obtive resposta. Fiquei mais preocupada ainda quando não vi minhas roupas. Putz! Lembrei que havia deixado no barco.
Enrolei o lençol em meu corpo nu e saí procurando o danado. Quando cheguei aos fundos da casa e não vi o barco, bateu o desespero. Não sabia se chorava ou xingava o FDP.
Já era dia e precisava ir para a pousada antes de Matheus voltar. Mas como? Sem o barco, demoraria horas para chegar. No entanto, poderia dizer que acordei cedo e fui andar na praia. O problema é que ninguém sai para caminhar vestindo apenas um lençol. Ainda por cima, um lençol cheio de manchas de porra.

Por sorte, um barco passava defronte à casa. Gritei desesperada para o homem que pilotava e pedi que me desse uma carona até próximo à praia. Ele se aproximou o quanto deu; eu tive que pular na água para chegar ao barco. Pelada, claro.

O homem ficou todo babão ao ajudar-me a subir na embarcação.
— Você é muito bonita, até parece uma sereia — falou em um murmúrio.

Depois de algumas perguntas feitas pelo barqueiro e de minhas respostas vagas, a sua filha, que o acompanhava naquela viagem, disse que pegaria algumas de suas roupas para mim. A garota usava pelo menos dois números abaixo do meu; emprestou-me uma camiseta que ficou apertadinha e um shortinho que exibia com perfeição os lábios da minha periquita e as bochechas da minha bunda. Para completar, meus cabelos molhados gotejaram na camiseta rosa-clarinho, deixando-a praticamente transparente e exibindo meus mamilos. "Sussa, pensei, o homem já me viu pelada mesmo."

Continua…

Última revisão em: 21/05/2026.



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