Evidente que fiquei indignada com a indiferença daquele coroa. Não fingirei falsos pudores, também não considere como pretensão da minha parte, mas fui agraciada desde a puberdade com formas sedutoras, bumbum cheio, durinho e empinado; pernas torneadas de coxas grossas; seios grandes, firmes e pontudos… Chega de descrever meus atributos e perder tempo com o que não rolou, vou contar o ocorrido com o segundo namorado da mamãe.
Conheci o homem em um domingo, quando veio almoçar conosco. O cara não perdeu tempo; no sábado seguinte, retornou para hospedar-se por uma semana em nossa casa. Sua residência sofreu um dano na estrutura e estaria em obras por alguns dias, segundo ele.

Com esse sujeito, o jogo inverteu; ele partiu para o ataque, me deixando na defensiva. Naquele sábado, primeiro dia de sua estadia, administrei suas cantadas durante os poucos minutos que ficamos sozinhos. Na noite seguinte, ele atacou como um predador quando teve a primeira oportunidade, ao ficarmos a sós na sala por alguns minutos.
— Você não aparenta a idade que tem; seu corpo é de um mulherão. Já pensou em ser modelo ou atriz?
— Nem pensei, quero ser policial, meu sonho é entrar para a polícia federal.
— Que isso!? Não combina com você. Esse corpo delicado e feminino merece algo mais artístico.
Ele levantou do sofá defronte ao meu e acomodou-se ao meu lado, colando em mim. Encarei o tipo, fixando nele o meu olhar enigmático.
— Você deveria usar lentes de contato, seus olhos são lindos — falou, ao tirar meus óculos e ficar com seu rosto bem próximo ao meu.
Por um instante pensei que ele fosse me beijar, fiquei meio sem ação, suspeitei desde o princípio que ele era um safado. Queria ter comandado o jogo; não curto ser a caça, isso só rola em raras exceções.
O jogo seguiu, fiquei com raiva de mim mesma por não resistir à sua sedução. Ao mesmo tempo em que torci pela presença da minha mãe, entreabri meus lábios à espera do beijo. Foi uma atitude meio inconsciente; estava confusa, indecisa e perdendo a noção do perigo.
— Tá frio, né? Divide essa manta comigo — disse ele, como se ordenasse. Com um movimento rápido, puxou a manta, cobrindo-o, e me agarrou num abraço, unindo nossos corpos. A sensação foi a de levar um choque.
— Esse tremor é de frio?
O safado estava confiante e não esperava por respostas. Por um instante fiquei sem ação e sem fala; não sabia se dava um foda-se e me entregava ao homem ousado, ou se o empurrava e corria para o meu quarto.
Merda! Dessa vez ele me beijou pra valer, e correspondi sem ao menos esboçar resistência. Odiei-me, não só pela cumplicidade do beijo, mas pela mão em minha coxa que adentrou o interior do meu shortinho sem que eu conseguisse esboçar uma recusa. A mão ousada pousou sobre a minha periquita nua, massageando-a sem que eu movesse um músculo. Cacete, estava dominada. Não entendia por que não conseguia reagir. Fiquei paralisada e deixei seu dedo invadir meu sexo e brincar com meu clitóris. Mesmo cheia de medo de sermos flagrados, curti aquele momento e mantive minha boca na dele, sustentando o beijo.
Assustei-me com o silêncio; parecia que voltava de um apagão. Não tinha ideia de há quanto tempo o chuveiro havia sido desligado. Normalmente minha mãe saía do banho uns dois ou três minutos depois de o desligar.
Ele não me beijava mais, havia jogado a manta ao chão, deitado-me no sofá, erguido a minha blusa e exposto meus peitos; eles estavam úmidos com sua baba e minhas pernas arreganhadas. O sem noção havia puxado meu shortinho até meus pés; sua boca e língua faziam festa em minha boceta. Ahhh! Puta merda, só consegui murmurar:
— Nããão, paaara!
Estava puta de raiva comigo mesma por ter permitido que chegasse tão longe; entretanto, mataria o homem se ele parasse. O meu tesão era louco e já estava a ponto de gozar… Não deu outra, gozei na boca dele, gemendo gostoso, porém, foi no mesmo instante em que o som de porta abrindo ecoou pela casa.
— Minha mãe! — sussurrei apavorada, empurrando-o com certa agressividade.
Ele saiu a milhão em direção à cozinha. Ouvi as passadas de chinelo chegando e só tive tempo de puxar a manta para cima de mim, cobrindo minha nudez e o meu short arriado. No segundo seguinte, vinda do banheiro, mamãe adentrou a sala, enrolada em sua toalha.
— Vai dormir, menina, amanhã tem aula. Cadê o Rui?
— Tá na cozinha.
Assim que a vi pelas costas e distante, subi meu short e fui para o meu quarto.
Deitada em minha cama, fiquei pensando se deixaria rolar algo numa próxima oportunidade, em razão de ter ficado com medo daquele homem atirado e inconsequente. Poderia complicar a minha vida. Na verdade, curti o momento e sua atitude, mas seria preciso acertar alguns detalhes, caso levasse isso adiante.
Fim.
Última revisão em: 22/10/2026.